Como Drake, atração do Rock in Rio, se tornou a maior estrela da Era do Streaming

Compartilhar

O Rock in Rio anunciou na noite desta terça-feira Drake como atração principal do dia 27 de setembro , aquele que abrirá a edição 2019 do festival. É, de longe, o nome mais chamativo entre os anunciados até o momento pela produção. Além de trazer um show inédito para o país, o canadense é hoje o grande astro da música mundial, recordista absoluto na Era do Streaming , indicado a oito Grammys e onipresente na cultura pop — seja com suas canções e clipes, em memes ou tretas com outros artistas.

Os números
Não dá para falar de Drake sem falar de alguns dos recordes que ele detém na Era do Streaming. Só em 2018, ele foi o artista mais escutado do mundo no Spotify (foi também em 2015 e 2016), teve o álbum com mais reproduções ( “Scorpion” ) e a faixa mais tocada (“God’s plan”). “Scorpion”, inclusive, tornou-se o álbum mais ouvido da história da plataforma de streaming em apenas 24 horas .
Sua última turnê mundial, em arenas e estádios da Europa e da Oceania, arrecadou US$ 55 milhões em 44 shows. Aliás, prepare-se para uma chuva de hits no Rock in Rio: suas apresentações costumam ter cerca de 40 músicas.

A origem
Nascido em Toronto (Canadá), em 1986, Aubrey Drake Graham é filho de Dennis Graham — músico de estúdio afro-americano cujo bigodão volta e meia aparece nas redes sociais e trabalhos do astro (como na capa da mixtape “More life”, de 2017) — e Sandi Graham, uma professora branca e judia. Eles se separaram quando o filho tinha cinco anos, e Drake deixou um bairro de classe média baixa para morar com a mãe numa área mais rica de Toronto, chamada Forest Hill. “Eu ia para a escola com crianças que voavam em jatos particulares. Eu nunca me encaixei. Eu nunca fui aceito”, reclamou Drake em uma entrevista.
Essa “falta de identidade”, um problema na infância, acabou se tornando um dos pontos-chave do sucesso do canadense anos depois. Dependendo do recorte demográfico, Drake pode ser tudo: branco ou preto; judeu ou agnóstico; classe média baixa ou alta. Sua feição também traz características plurais: olhos e lábios femininos dialogam com uma barba espessa e uma testa forte, indo da beleza suave à rústica. Como definiu o “Guardian”, numa era dos serviços de streaming em que gostos se ampliaram e que millennials (seu grande público alvo) defendem a diversidade ética e musical, Drake senta no meio de um diagrama cultural e estilístico.

Artista que une todas as tribos
Basicamente, todo jovem gosta do Drake. Não existe nicho demográfico específico para sua música. Seja o público “playboy”, “hipster” ou fã de rap, todo mundo já foi impactado por algumas músicas de Drake, sejam elas canções próprias ou umas de suas muitas colaborações com outros músicos (a lista é longa e falaremos mais disso daqui a pouco). Isso porque, como pessoa e artista, Drake é um pouco de todo mundo.

Comentários