Vereadora que ajudou abrir CPI contra o Hospital da mulher de Cabo Frio é investigada pelo Ministério Público.

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Alexandra Codeço (PRB), é uma das vereadoras que está apoiando, uma CPI contra o Hospital da Mulher em Cabo Frio. O hospital está sendo investigado pelas mortes de diversas crianças, a Câmara de Vereadores resolveu nesta semana abri uma CPI, para fazer levantamento se ouve negligencias de médicos.

Vereadores que estão realizando a CPI vereadores Ricardo Martins (SD), Aquiles Barreto (SD), Miguel Alencar (PPS), Alexandra Codeço (PRB), Leticia Jotta (PSC), Vinicius Corrêa (PP) e Rafael Peçanha (PDT)

A CPI, criada no início de fevereiro, tem como foco investigar as denúncias de mortes de nascituros que ocorreram no Hospital da Mulher, no início do ano, e várias denúncias de negligência que foram registradas na delegacia de Cabo Frio, na Câmara e no Conselho Municipal de Saúde, resultando, inclusive, em uma audiência pública.

Os integrantes da comissão terão 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias, para concluir as investigações.

Só que o problemas é outro, como pode uma Vereadora que foi Secretaria de Saúde no ano de 2013 a 2016, que está sendo acusada de se  valer da posição do cargo de confiança na Secretaria Municipal de Saúde, para se apropriar de remédios, ataduras, fraldas e gazes indevidamente, e agora está a favor de uma CPI do Hospital da Mulher.

Será que isso é piada! Como pode uma pessoa que prejudicou a saúde agora que brigar por ela. Neste angu tem caroço!

Veja um trecho da Reportagem que foi publicada pelo G1.COM

No dia em que a reportagem foi ao ar a vereadora entrou em contato com o G1  e informou:

“Não tenho ciência do teor da denúncia. Afirmo que são calúnias e tenho a consciência tranquila que exerci e exerço a minha função pública com afinco e probidade. E que, assim que eu for intimada, provarei a minha inocência”.

Caso Alexandra seja condenada, pode ficar de 2 a 12 anos presa, de acordo com o artigo 312 do Código Penal, que fala sobre “apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio, com pena prevista de reclusão, de dois a doze anos, e multa”.

Segundo a Promotoria de Justiça de Investigação Penal, entre 2013 e 2016, Alexandra ocupava um cargo de chefia na Secretaria Municipal de Saúde e se valia da posição para desviar medicamentos e material hospitalar, como seringas, ataduras, fraldas, escapes para soro e gaze esterilizada.

O MPRJ relata que, com a atual vereadora, foram apreendidos documentos contendo lista de telefones de eleitores que, no caso, precisavam de auxílio médico-hospitalar, junto com cópias dos títulos eleitorais e documentos pessoais, atestados médicos em branco e receituários em branco carimbados e assinados.

Segundo os investigadores, entre 2013 e 2016, no exercício de funções públicas e lotada na Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio, “a denunciada, livre e voluntariamente, se apropriou de bens móveis dos quais tinha posse em razão do cargo, desviando, em proveito próprio ou alheio, material hospitalar e medicamentos”.

Segundo a denúncia, Alexandra “agiu prevalecendo-se do cargo de confiança e de chefia que exercia na Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio, ao ocupar a função de supervisora administrativa na UPA Cabo Frio, no período de 1º de janeiro de 2013 a 1º de abril de 2015, e de superintendente no Gabinete do Secretário Municipal de Saúde, de 15 de abril de 2015 a 31 de março de 2016”.

Segundo o MPRJ, Alexandra não tem direito a foro privilegiado, já que os atos relatados são anteriores a seu mandato como parlamentar.