Daniel Rosa é escolhido para assumir delegacia que investiga caso Marielle no lugar de Giniton Lages

61

A Polícia Civil já definiu que o delegado Giniton Lages não comandará mais as investigações das mortes da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, em março do ano passado. O delegado Daniel Rosa foi escolhido para o cargo na Divisão de Homicídios da Capital.

A reunião que selou as mudanças aconteceu durante a tarde desta terça-feira (19). No encontro, foi comunicado o desligamento de Giniton e a entrada de Rosa como titular da delegacia da capital.

Daniel começou na Polícia Civil dentro da unidade, e foi durante anos um dos principais delegados assistentes de Rivaldo Barbosa e Fábio Cardoso na Divisão de Homicídios da Capital, juntamente com o próprio Giniton. Na especializada, participou de investigações como a da morte de um médium na Zona Oeste, em 2015.

Ele assumiu a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense em março de 2018, durante as mudanças na corporação com a intervenção federal na área de segurança pública.

Mais recentemente, investigava a participação de Marcelo Fernando de Sá Costa , filho de Fernandinho Beira-Mar, na morte de três pessoas na Baixada Fluminense, e também uma chacina com nove mortos em Nova Iguaçu.

Como Fábio Cardoso e Giniton Lages antes dele, Daniel Rosa sai da DHBF para assumir a delegacia da capital. O substituto de Rosa será o delegado Moyses Santana, que estava na 28ª DP (Campinho).

Saída após prisões


Giniton Lages apareceu publicamente pela última vez durante a coletiva de imprensa no dia das prisões de Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, acusados de serem o atirador e motorista responsáveis pelo crime, segundo as investigações.

Ao Rlagosnoticias , um dia depois, Giniton disse que havia sido convidado para fazer um “intercâmbio” na Itália pelo governador Wilson Witzel, mas que ainda não havia uma definição sobre o assunto. Nesta terça, ficou definido que Giniton entrará de férias e depois fará o intercâmbio.

O delegado Rosa assume agora a segunda parte das investigações do caso, após a prisão de Elcio e Lessa, que estavam no Cobalt prata que emparelhou com o veículo oficial da vereadora por volta de 21h10 do dia 14 de março de 2018. Na esquina entre as ruas João Paulo I e Joaquim Palhares, Lessa atirou 13 vezes utilizando uma submetralhadora MP-5; nove tiros atingiram a lataria, e quatro acertaram os vidros do veículo.

A Polícia Civil busca agora saber mais a respeito da movimentação financeira dos acusados, o destino dos 117 fuzis apreendidos na casa de um amigo de Lessa, e tentar encontrar possíveis mandantes para o assassinato de Marielle.