Brasil vence República Tcheca com 2 gols de Gabriel Jesus em último teste antes de lista para Copa América

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A palavra mais usada nos dias de Europa foi renovação. E foram as caras novas que deram a seleção brasileira a vitória por 3 a 1 sobre a República Tcheca, no último amistoso antes da lista final para a Copa América. Os gols da virada foram de “velhos” conhecidos – Roberto Firmino e Gabriel Jesus (duas vezes), mas a mudança de postura partiu dos novatos Éverton e David Neres.

É preciso pontuar também que a República Tcheca que pressionou e encurralou o Brasil no primeiro tempo, nem de perto foi a mesma da segunda etapa.

Depois 45 minutos dominados pela seleção da casa, a impressão no estádio era que o 1 a 0 era lucro para o time de Tite. Na segunda parte, o treinador tcheco descaracterizou sua formação com cinco alterações em curto espaço de jogo. E uma falha clamorosa da defesa permitiu o empate para o Brasil. No fim, os visitantes deslancharam e venceram.

Primeiro tempo tcheco
A República Tcheca não é o Panamá. Longe disso. Nem mesmo a goleada sofrida para a Inglaterra (5 a 0) no final de semana poderia diminuir os perigos que se apresentariam à seleção brasileira.

E eles vieram logo cedo. O time da casa começou em cima, no embalo da torcida. Com menos de um minuto pressionava o Brasil pelos lados.

A primeira chegada brasileira só veio aos cinco minutos, com Coutinho. O jogador do Barcelona acabou desarmado ao tentar o drible dentro da área. Aos nove, mais um ataque do time da casa pelo lado esquerdo, levando perigo.

Allan, fazendo seu primeiro jogo como titular, mostrou personalidade. Era ele quem começava as principais jogadas da seleção.

Aos 18, apareceu na área para cabecear, na primeira finalização da equipe de Tite. Nada de sustos para os tchecos.

A pressão só aumentava. Patrick Schick flutuava entre o meio e o ataque, no espaço deixado por Casemiro e os zagueiros. O atacante da Roma sofreu falta na entrada da área. Ele mesmo bateu por baixo da barreira, tentando surpreender Alisson, que fez duas grandes defesas.

Diferentemente do duelo contra os panamenhos, quando vinha de trás com a bola, Paquetá atuou mais próximo aos atacantes. Muitas vezes, recebendo de costas para a defesa. Foi assim aos 27 que ele sofreu falta próxima à linha da grande área. Casemiro cobrou direto, obrigando a primeira boa defesa de Pavlenka.

A República Tcheca seguiu se lançando ao ataque. Em três minutos, três ataques. Aos 32, finalização dentro da área, com o cabeceio de Pavelka. Na sequência, chute do capitão Darida. E logo depois Zmrhal experimentou Alisson.

Os tchecos “oportunizam”
Aos 36 minutos a pressão surtiu efeito. A defesa brasileira saiu mal pelo lado esquerdo e devolveu a bola para os tchecos. Casemiro foi facilmente batido e Marquinhos falhou, deixando Pavelka livre pra chutar. Bomba de perna esquerda, e o primeiro gol do jogo foi dos donos da casa.

A seleção brasileira sentiu o baque. Richarlison até tentou, mas parecia sozinho num mar de tchecos. O melhor que poderia acontecer aos comandados de Tite era o final do primeiro tempo.

Tite mexe e logo sai o empate
Na volta do intervalo a seleção brasileira apresentou uma alteração: saiu Paquetá, entrou Éverton. Coutinho, com isso, voltou a jogar mais como meio-campista.

Aos quatro minutos do segundo tempo, Firmino aproveitou recuo curto da zaga tcheca e não perdoou. 1 a 1, e a seleção consegue respirar. Os tchecos fazem cinco substituições em um curto intervalo de tempo, e o ímpeto da primeira etapa desapareceu. Era hora de o Brasil jogar.

Éverton, Firmino e Coutinho tramam boa jogada aos 15 do segundo tempo. Foi o meia do Barcelona quem finalizou para boa defesa de Pavlenka.

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