Família acusa Pronto Socorro de Rio das Ostras por negligência pela morte de uma Jovem que não teve tratamento adequado pelos médicos.

60

A redação do Rlagosnoticias,recebeu durante esta semana um declaração de um mãe desesperada,para tentar salvar a vida de sua filha, no texto abaixo ela relata como tudo aconteceu e a falta de respeito e de negligência, que os médicos da Região dos Lagos tiveram com ela e sua filha,que por falta de competência não esta entre nos mais.

Hoje já posso relatar todo o ocorrido com minha filha Paula Rodrigues da Silva Martins no pronto socorro de Rio das ostras.

Minha filha chegou na quinta feira dia 07/03  em minha casa com pressão alta e dor de cabeça , marquei uma consulta com o cardiologista chegando ao consultório com pressão á 17 o médico fez uma medicação e pediu que eu fosse direto com ela ao pronto socorro com um pedido que eles fizessem  uma tomografia.

Chegando lá fomos atendidas mostrei o pedido do cardiologista,o médico me disse que não tinha tomógrafo caso de necessidade eles estavam fazendo em Búzio,mais que ele não via necessidade,de fazer.

Foi feita à medicação esperamos 40 minutos pressão veio a 13, fomos para casa ,chegando em casa minha filha tomou um banho e me gritou,quando cheguei no quarto ela estava com as duas mãos na cabeça e disse “minha cabeça dor muito” ,ali ela desmaiou e cerrou os dentes fiquei louca gritando por socorro e pedindo a Deus que não levasse minha filha,consegui alguém para levar meu carro,pois não tinha condições nenhuma de pegar na direção .

Chegando ao pronto socorro,pela segunda vez entrou direto para o trauma ali ela já estava voltando,mais soava muito.

Eu na porta desesperada,ouvia minha filha pedir ajuda dizendo que precisava deitar mesmo que fosse no chão,porque a cabeça doía muito,foi quando me chamaram lá dentro para levar ela para sala de hidratação,e ela disse “mãe preciso deitar” e aquela enfermeira respondeu.

“Você vai deitar só se for  sentada ou no chão” porque aqui não tem lugar,pedi a ela que ficasse tranquila que eu iria dar um  jeito, essa enfermeira nos levou para esta sala onde havia vários pacientes e havia uma cadeira no final e foi lá que minha filha ficou, em uma cadeira dura parecendo de fibra onde o encosto era apoiado na parede,encosto esse que por 3 vezes desceu e  escorregou da parede fazendo com que minha filha gritasse de dor.

Enfim no sábado dia 09, o Doutor Getúlio a internou mas continuou no mesmo lugar e fomos fazer a tomografia em Búzios, quando procurei o cinto de segurança para proteger minha filha a enfermeira respondeu, que eu teria que amarrar no ferro,pois não tinha cinto de segurança decente na ambulância.

Na volta a ambulância parou enguiçou ficamos ali uns 40 minutos esperando outra ambulância.Chegando fomos para a mesma sala e mesma cadeira  em nenhum momento me deram o resultado da tomografia,só vim saber que minha filha estava com uma hemorragia no cérebro,porque a noite o enfermeiro veio com uma receita para eu comprar

alguns medicamentos,pois o hospital não fornecia, achei isso um absurdo um hospital público não ter recursos próprio.Mais minha filha precisava deste medicamento com urgência.

Foi quando minha filha começou a falar coisas sem sentido,corri no trauma pedi que um médico fosse ver minha filha acreditem se quiser uma mulher do trauma mandou a mulher que fica na portaria ver se realmente precisava da presença do médico,e lá ninguém apareceu.

Passamos ali mais uma noite com muita dor na cabeça e pressão 17 18 19,no domingo pela manhã levaram minha filha para o trauma e ali me separei de minha filha onde uma mulher muito grossa,veio me passar que minha filha estava com um sangramento na cabeça,e eles iam esperar uma transferência para fazer uma cirurgia,questionei a eles quanto tempo levaria para aquela transferência,ela me respondeu em cinco dias.

Fui em casa para tentar socorro com alguém que tivesse alguma influência para uma vaga rápido,voltei rápido ao pronto socorro de Rio das Ostras,minha filha já tinha sido transferida para o CTI, do hospital corri para o hospital e tive a infeliz notícia que minha filha tinha entrado em coma.

Na segunda feira minha filha teve morte cerebral, mesmo assim conseguimos com conhecidos do Alberto Torres em São Gonçalo,a transferência, mais já era tarde os médicos refizeram os exames e foi constatado a morte da minha filha os aparelhos foram desligados e o óbito se fez. Esse hospital e médicos incompetentes levaram minha filha para sepultura.

Minha filha era linda com 37 anos cheia de vida e sonhos,foi bruscamente interrompidas por incapacidade e negligência de algumas pessoas.