Cidades da Região dos Lagos do têm atos em defesa da educação

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Cidades da Região dos Lagos do Rio registraram atos em defesa da educação nesta quinta-feira (30). Os protestos aconteceram em Cabo Frio, Macaé e Saquarema.

Este foi o segundo dia de protestos pelo país contra os cortes anunciados pelo governo federal para o setor.

Cabo Frio

No município, o ato começou por volta das 17h na Praça Porto Rocha, no Centro. Os manifestantes protestaram contra a reforma da Previdênciae o corte na verba da educação.

A ação aconteceu em forma de aula pública e adesivos foram entregues para os presentes. A Polícia Militar reforçou o policiamento no entorno da praça.

Saquarema

Em Saquarema, o ato começou por volta das 17h30, na Praça Santo Antônio, no distrito de Bacaxá.

Os participantes reclamaram dos cortes anunciados para a educação e contra a retirada das disciplinas de Filosofia e Sociologia do currículo escolar.

Macaé

Petroleiros, professores, servidores e estudantes do município de Macaé participaram do ato a partir das 14h.

Rodas de debates foram feitas para discutir a reforma da Previdência e o corte na educação. A concentração foi no Calçadão, no Centro, e o grupo caminhou pela área central da cidade.

A Polícia Militar reforçou o policiamento no Calçadão e no entorno.

  • Entenda o corte no orçamento da Educação

Os primeiros atos pela educação no governo de Jair Bolsonaro ocorreram em 15 de maio. Nesta quinta-feira, parte dos manifestantes também protestava contra a reforma da Previdência.

No último domingo (26), em uma onda de protestos que ganhou força após os primeiros atos pela educação, manifestantes foram às ruas em defesa de Jair Bolsonaro. Por volta de 13h daquele dia, 52 municípios de 12 estados e no Distrito Federal estavam tendo manifestações. Nesta terça, no mesmo horário, havia 55 cidades de 18 estados e no DF com atos.

Entenda os cortes na educação

  • Em decreto de março que bloqueou R$ 29 bilhões do Orçamento 2019, o governo federal contingenciou R$ 5,8 bilhões da educação
  • Desse valor, R$ 1,704 bilhão recai sobre o ensino superior federal
  • Em maio, a Capes suspendeu a concessão de bolsas de mestrado e doutorado
  • Os cortes e a suspensão motivaram os protestos de 15 de maio
  • Após os atos, o governo disse que liberaria mais recursos para a educação, mas manteve o corte já anunciado em março
  • Nesta quinta, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou que o governo reveja os bloqueios