Mulher confessa à polícia que simulou próprio sequestro para ser valorizada pelo marido

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Uma mulher confessou à polícia ter simulado o próprio sequestro em busca da valorização do marido. O caso aconteceu nesta semana em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher desapareceu na terça-feira (11). No mesmo dia, o marido foi até a delegacia registrar o desaparecimento.

O homem informou aos policiais que a mulher tinha saído da casa da avó e deveria ter buscado as filhas na creche, mas não apareceu. Ele disse também que estava recebendo ameaças pelo celular.

O delegado Bruno Gilaberte, da 110ª DP, contou à que nas mensagens tinham fotos da mulher “confinada” em um quarto.

Bruno afirmou que o marido disse ainda que nas mensagens os sequestradores não tinham pedido nenhuma recompensa em troca da liberdade da mulher.

A partir das investigações os policiais disseram que chegaram a um hotel da cidade na quarta-feira (12) e fizeram uma vistoria em um quarto.

“Quando nossos inspetores entraram nesse quarto vazio verificavam que o quarto correspondia, em termos de decoração, a fronha do travesseiro, ao local de confinamento da mulher”, disse Bruno.

Segundo o delegado, o hotel informou que uma mulher chegou sozinha na terça-feira (11) e não saiu do quarto nem para comer. Ela deixou o local pouco antes da chegada da polícia, de acordo com Bruno.

O delegado informou que enquanto os policiais estavam no hotel, o marido da mulher ligou dizendo que ela havia sido libertada e que estava levando-a para casa. Neste momento, Bruno pediu para que os dois fossem para a delegacia.

Durante o depoimento, o delegado disse que a mulher estava se contradizendo e acabou confessando ter simulado o próprio sequestro porque o marido a maltratava psicologicamente. Segundo Bruno, o homem disse que acreditava que ela tenha feito isso por vingança.

“Não podemos falar em extorsão porque não foi cobrado nenhum valor e nem em falsa comunicação de crime porque ela não esperava que o marido fosse procurar pela polícia”, afirma Bruno.

Os dois foram ouvidos e liberados. Por causa do relato da mulher sobre os maus-tratos, o delegado disse que devido à Lei Maria da Penha, ela só pode fazer a recusa da denúncia contra o homem em juízo. Na delegacia, a mulher disse que não queria denunciá-lo.

Portanto, Bruno disse que o caso foi encaminhado para a Vara de Violência Doméstica.

O marido também não quis, segundo o delegado, denunciar a mulher pelas ameaças que recebeu durante o falso sequestro.

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