Polícia faz reconstituição em casa onde menina de 13 anos foi amordaçada e morta a facadas em Campos dos Goytacazes

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A Polícia Civil realizou na noite desta terça-feira (2) a reconstituição da morte da adolescente Jéssica Cardoso de Freitas, de 13 anos, que foi amordaçada e esfaqueada dentro de casa no distrito de Travessão, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, no dia 27 de maio.

Foram mais de quatro horas de trabalho integrado das polícias Civil e Militar, peritos criminais e guardas municipais. Tudo isso para a reconstituição do crime que chocou os moradores de Travessão há mais de um mês.

Antes da reconstituição começar, peritos criminais levaram uma boneca para simular o cenário de como foi encontrado o corpo de Jéssica e para que toda reconstrução dos fatos retratasse melhor a realidade.

“Tivemos com diferentes testemunhas, investigados no local, fizemos todos os trajetos nos momentos que antecederam o crime e também depois, e foi extremamente esclarecedor. Algumas testemunhas apresentaram consistências que são relevantes para demonstrar a semelhanças e como descartar outras. Nos próximos dias pretendemos trazer algo de mais concentro em termos de conclusão nas investigações e o caminhão a ser seguido, que está muito mais claro”, disse o delegado da 146ª DP de Guarus, Pedro Emílio.

Os dois homens presos em 18 de junho, suspeitos terem participado do crime, foram levados para o local pelos policiais da 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Eles percorreram supostos caminhos feitos na noite do homicídio.

A mãe e o irmão da vítima contaram mais uma vez à polícia o que eles teriam presenciado.

Durante o percurso refeito pelas polícias com uma das três pessoas que esteve com a menina antes dela ser encontrada morta, o tempo foi todo cronometrado para saber se a realidade condiz com os depoimentos.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito deve ser concluído em até 10 dias.

Quem conhecia a menina também quer saber a motivação da crueldade com quem era tão querida por todos e participava do coral de uma igreja evangélica que fica perto da casa onde morava.

A pastora lembra que a adolescente era um exemplo para os outros jovens. “Dava escolinha para as crianças. A gente amava ela muito. Eu tinha ela como uma filha. Era uma criança muito inocente, tranquila”, lamenta a pastora Iraildes Pereira.