Mesa diretoria da ALERJ coloca rédeas em Deputados Estaduais empolgadinhos.

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A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) colocou “água no chope” dos deputados, principalmente daqueles “marinheiros de primeira viagem” que estavam “se achando”, só porque têm um mandato de deputado estadual, muitos deles conquistados na onda maniqueísta que assolou o Brasil no ano passado do “Ele Sim” e “Ele Não”, o que em outras circunstâncias, com certeza, não lhes daria essa posição política, na opinião dos maiores analistas políticos do Estado.

De acordo com a colunista Berenice Seara, do Jornal Extra, a Mesa Diretora da ALERJ, comandada pelo petista André Ceciliano, determinou que os deputados estaduais estão desautorizados a protocolar diretamente qualquer pedido a órgãos públicos ou representantes de poderes, sem que isso passe pela cúpula da ALERJ. A medida atinge de forma direta, inclusive, os aliados de Ceciliano e estreantes entusiasmados com o novo cargo, como o deputado de Cabo Frio, Subtenente Bernardo, aliás, um dos apoiadores da campanha do petista à presidência da ALERJ no início do ano. De acordo com a colunista do Jornal Extra difícil mesmo vai ser a Mesa Diretora por ordem nos requerimentos intermináveis dos deputados a órgãos como a Light, ENEL, CEDAE, DER, DETRAN e setores públicos que controlam obras e principalmente o asfaltamento de rodovias.

DEPUTADOS DEVEM CUMPRIR MANDATOS

Pela lógica, os deputados que representam as cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro deveriam estar mais interessados em cumprir os mandatos para os quais foram eleitos até o fim, do que em projetos políticos pessoais, como por exemplo candidaturas a prefeito, como aliás alguns já se anunciaram, por melhor que sejam as intenções, e tenham legitimidade, mas aos olhos da população dão “imorais” e “oportunistas”.

As cidades elegem seus representantes justamente para serem os interlocutores junto ao Governo do Estado (e ao Governo Federal), na busca de benefícios que ajudem no progresso das cidades e não para satisfazem os prazeres de grupos públicos aos quais pertencem. A política deve ser exercida com “P” maiúsculo e o que se espera é que todos os mandatos sejam unificados o mais rápido possível, em uma única eleição, do Presidente da República ao vereador.