Colunista Elisângela Dias / Vamos mudar o mundo com mais atitudes,é muito mais.

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Colunista Elisângela Dia

As palavras a seguir foram escritas na tumba de um bispo anglicano (1100 d.C.), nas criptas da Abadia de Westminster:

“Quando era jovem e livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria, e, assim, reduzi um pouco os limites do meu ideal e decidi mudar apenas meu país.

Porém este, também, parecia imutável, á medida que chegava ao crepúsculo, numa última e desesperada tentativa, procurei mudar apenas minha família, aqueles mais próximos a mim, mas, ai de mim, eles não mudaram.

E agora, deitado em meu leito de morte, subitamente percebo: se eu tivesse apenas mudado a mim mesmo primeiro, então, pelo exemplo, eu teria mudado minha família.

“Com sua inspiração e estímulo, eu poderia ter melhorado meu país e, quem sabe, até ter mudado o mundo”.

MUDE O ÂNGULO!

É verdade que não podemos nos contentar com os fatos da forma como eles são, nem tampouco achar que nada vai mudar porque “sempre foi assim”.

Mas, se desejamos alguma mudança dentro de nossa casa, de nossa empresa ou mesmo no nosso bairro, cidade ou país, é necessário que, antes, mudemos nossas próprias acreditações e atitudes.

Muitas vezes, o simples fato de mudarmos nossa forma de olhar ao redor já faz com que diversos problemas, como um passe de mágica, sumam!

Outros mais persistentes vão continuar a nos “incomodar”, mas vermos a realidade de diversos ângulos faz também com que enxerguemos diversas outras soluções e, mais importante que isso, ver diversos outros motivos pelos quais aquilo é daquele jeito.

Então, antes de tentar mudar “o mundo”, mude de posição, sabe aquela pessoa ou projeto que você critica ou de que não gosta? Tente se colocar em outro ângulo e veja se os defeitos persistem.

Mude suas atitudes para mudar resultados

Mudar valores e compreender a si e aos outros é um gesto de carinho. Autoconhecimento evita a falência das relações humanas e te torna o dono legítimo de sua vida.

Talvez nunca as pessoas tenham alcançado um estado de consciência acerca de si, e do mundo que os cerca, como ultimamente. Globalização, pluralidade cultural, capitalismo, consumo, narcisismo, entre outros, são termos bastante conhecidos por todos nós. Somos uma sociedade consciente de sua finitude, donos de uma angústia com relação ao tempo que sempre nos parece escasso. Consequência: mudam-se valores. É o novo, o efêmero, o individualismo que valem.

A era em que vivemos é a era da liquidez, a vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante.

As relações baseiam-se em prazer imediato, onde experiências dolorosas e tristes são motivos para fuga, tanto nos relacionamentos pessoais quanto profissionais, o que se valoriza e se busca incansavelmente é um estado de prazer eterno.

Caso contrário, as relações se desfazem e que valores e atitudes são esses que transformam nossos relacionamentos de forma líquida como água

Quem é você senão a soma do meio em que viveu até hoje? Quais fatores externos mostraram a você a melhor perspectiva de enxergar a sua realidade? Quantas pessoas passaram por sua vida e deixou ensinamentos justamente por te mostrar outro ângulo de visão?

Todos somos pessoas singulares e a auto-expressão é inata. Porém por ironia, ao mesmo tempo tendemos a achar que todo mundo vê as coisas como nós.

Da mesma maneira, queremos distância da diferença, pois consideramos que somente o que é igual é bom para nós. Temos dificuldade em interagir com a diversidade de perspectivas, o que nos torna pessoas que buscam relações que sempre proporcionem vantagens imediatas.

A nossa tendência mais comum é querer sempre modificar o outro. Esquecemos a singularidade de cada um e, de forma egoísta, desejamos que o outro mude para se adequar a nossa realidade e é por isso que hoje encontramos tantas dificuldades nos relacionamentos, o colorido da vida também está nas diferenças e que o autoconhecimento é a melhor forma de lidar com essa questão.

O autoconhecimento evita a falência das relações humanas sociais e familiares. Ele nos liberta da prisão de fazermos as coisas sempre da mesma forma. Proporciona a oportunidade de provar coisas novas.

Portanto, por mais doloroso que seja, devemos sempre voltar o olhar para nós mesmos.

O autoconhecimento é um gesto de carinho consigo e com quem o cerca.Perceber a sua forma de encarar a vida é dar condições de entender e aceitar as diferenças que – e de quem – o cerca, e diminui a ansiedade, bem como a angústia causada pela compreensão de nossa finitude, e, acima de tudo, torna sólido o que antes era líquido.

Elisangela Dias – Assessoria do 3° Setor e Fundadora do Projeto Fome de Pão Sede de Deus.

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