Forasteiro, não há forasteiro, Pois nesta terra todos são iguais… Será que é mesmo?

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De acordo com as pesquisas realizadas por mim e com o desejo de conhecer melhor a história do hino de Cabo Frio, vi que a melodia “Meu Cabo Frio” foi criada por volta de 1965 por Victorino Carriço e se tornou hino oficial da cidade através de um Decreto Municipal de 7 de novembro de 1975 e eu já tinha apenas 1 aninho e alguns meses, rsrsrs

“Ele contava que estava um pouco chateado e foi andar pela cidade. Chegando ao canto da Praia da Forte, começou admirar o Forte, a paisagem e os pescadores trabalhando, e então surgiu a inspiração do hino. Ele tinha muito amor por Cabo Frio”, disse Ercília Carriço, filha de Victorino.

Victorino dividiu a vida e as paixões entre a cidade de origem, Cabo Frio e Arraial do Cabo. Além de sua dedicação às artes, o poeta também exerceu os cargos de subdelegado de polícia, banqueiro e vereador, sendo em 1973 o mais votado de Cabo Frio, quando ocupou a presidência da Câmara Municipal.

Ao ler alguns artigos sobre sua vida e dedicação por nossa cidade, creio eu que ele jamais imaginou que a nossa linda cidade a qual ele dedicou este hino estaria hoje vivendo este caos, realmente a cidade é linda!
Mas ao entoar o hino durante os eventos de nossa cidade começo a me questionar e analisar que este hino não se encaixa na atual realidade em que vivemos.
Talvez você que esta lendo ache um absurdo o que estou dizendo aqui, mas calma você vai acabar concordando comigo.

Temos reverenciar, respeitar e ter orgulho em entoar o hino, mas não se tem respeito pela nossa cidade e muito menos pelas pessoas aqui chegam e que desejam morar e fazer historia, cantar é facil, mas na pratica não é bem assim… “Forasteiro, não há forasteiro, Pois nesta terra todos são iguais” … Será que é mesmo?

Forasteiro, não há forasteiro?

Desculpe-me, mas não é isso que eu vejo nesta cidade e se fosse só eu que pensasse assim, juro que não estaria agora escrevendo este texto, já vi e ouvi outras pessoas relatarem que vieram de outra cidade e que ao chegar não foram bem recebidos ao ponto ser perseguidos e humilhados por aqueles que acham ser donos desta terra.

Algumas pessoas chegam a comentar que quem vem de fora só se da bem e é bem recebido se tiver amizade de algum morador nascido e criado aqui, de preferência alguém que tenha uma lista genealógica de apresentação familiar relevante ou então o “famoso” padrinho político.

Acho um absurdo! É como viver a época do coronelismo que é usado para definir a complexa estrutura de poder que tem início no plano municipal, exercido com hipertrofia privada, a figura do coronel sobre o poder público, o Estado e tendo como caracteres secundários o mandonismo, o filhotismo ou apadrinhamento, a fraude eleitoral e a desorganização dos serviços públicos que abrange todo o sistema político do país, durante a República Velha.

Era representado por lideranças que iam desde o “áspero guerreiro” possuindo como “linha-mestra” o controle da população.
Como forma de poder político consiste na figura de uma liderança local “o coronel” que define as escolhas dos eleitores em candidatos por ele indicados e assim com os novos moradores que tentam manipular, controlar …

Pois nesta terra todos são iguais?
Sinceramente eu acredito que não!
Já estamos em 2019, um ano comum do Século XXI, estamos vivendo a evolução da tecnologia, da era digital e se pesquisar no Google vai ver que as pessoas também estão evoluindo, crescendo, se adaptando, assim como as cidades e não seria Cabo Frio que iria viver no retrocesso, não falo só daqui, mas todo o estado do Rio de Janeiro e interior que esta crescendo, evoluindo e porque esta rejeição com pessoas de fora?
Será que é por medo? Por pensar e agir diferente? Ou por não compactuar com o sistema falido? Por não se deixar manipular?
Uma das coisas que ouço muito aqui é:
“Ele chegou ontem aqui e já quer tomar o meu lugar… nem sabemos de onde vem e já esta dando o que falar… mas se não é daqui não pode participar… criar… trabalhar…” é tanto empecilho que fica até difícil mencionar aqui.

E só sabe quem passou ou passa por isso, dentre os desdobramentos desta teoria destaca-se a tese que tange a evolução como um processo de concorrência que tende a privilegiar os mais aptos em detrimento dos demais.

Com isso levanta uma discussão e reflexão sobre o individuo nos tempos passados e na modernidade, elencando como este individuo atuava na sociedade antes e hoje, perpassando pelos contextos históricos dessas fases e extraindo características que são capazes de revelar a diferença do homem ontem e hoje, destacando elementos essenciais que nortearão uma analise sobre o individualismo que se faz presente na modernidade assim como seu impacto, a sociedade capitalista em que vivemos nos leva a questionar o individualismo que esse sistema inerentemente propulsiona, a cultura na qual estamos inseridos é extremamente influenciada pelos meios de comunicação de massa que estimulam neste contexto, surge à dualidade entre o individual e o coletivo, há uma contradição entre esta tradição que nos é imposta de valores individualistas e os valores da coletividade, dado que para a sociedade os valores coletivistas são necessários para uma convivência saudável e mais sustentável.

A competitividade está presente em vários setores da nossa vida e é estimulada e principalmente como forma não de valorização, mas de desvalorização no sentido de que se deve sobressair dentre as outras pessoas a qualquer custo, o sistema de fins justificam os meios, deixando de lado os valores coletivos que são essenciais a sobrevivência humana.

E esta na hora da sociedade Cabofriense repensar suas atitudes e entenderem que todos estão evoluindo enquanto nossa cidade continua retrocedendo, por causa da ignorância e a falta de bom senso.
Não venda sua liberdade, sua dignidade, sua opinião

“O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação”. _Oscar Wilde

Elisangela Dias – Diplomata Civil Capelã
Fundadora do Instituto Fome de Pão Sede de Deus
Assessoria 3° setor

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