Caminhoneiros anunciam paralisação nacional para próxima segunda (16)

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O líder dos caminhoneiros autônomos, Marconi França revelou na última sexta-feira (6) que na próxima segunda-feira (16), ao menos 70%, dos cerca de 4,5 milhões de profissionais autônomos e celetistas vão parar em todo o país.

Segundo Marconi o motivo é a insatisfação da categoria com o governo de Jair Bolsonaro por não ter cumprido o que prometeu aos trabalhadores.
“O governo não cumpriu nada do que prometeu.

O preço do óleo diesel teve 11 altas consecutivas, em 2019. Não aguentamos mais ser enganados pelo senhor Jair Messias Bolsonaro, que protege o agronegócio e diz que o caminhoneiro só sabe destruir rodovias“, reclamou França ao Blog do Servidor, do Correio Braziliense.

O líder do movimento disse ainda que a duração do protesto não foi definida, ou seja, não se sabe se será prolongado por mais dias.

Ainda essa semana Marconi foi à Central Única dos Trabalhadores no Rio de Janeiro (CUT-RJ) pedir apoio para o movimento. Lá, o caminhoneiro gravou um vídeo pedindo apoio da população.

“De todos que usam gasolina, óleo diesel e também gás de cozinha. Jair Bolsonaro esquece que quem transporta os produtos das indústrias e do agronegócio somos nós”, reforçou.

Esse movimento nacional tem o apoio do presidente da CUT/RJ, Sandro Alex de Oliveira Cezar. O líder sindical destaca que ainda existe um racha na categoria dos caminhoneiros.

“Cerca de 30% ainda acreditam no governo e no presidente da República. Mas nós temos certeza de que vão se conscientizar da necessidade de melhores condições de trabalho”, reforou Sandro.

Durante coletiva de imprensa na última segunda-feira (9), o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, ressaltou o diálogo que o governo vem mantendo com a categoria para o encaminhamento das demandas do setor.

“Nós entendemos que é pequena essa possibilidade [de greve]”, disse o porta-voz.

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