Chefe da milícia de Nova Iguaçu,Vulgo Van Damme é preso pelos policiais da BPRv, na Via Lagos ” o mesmo está vindo para Cabo Frio diz PM”

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O chefe da milícia Mario Barbosa Maques Junior, foi preso no incio da noite de sábado (15), por policiais da BRPv na Via Lagos próximo de Rio Bonito.

De acordo com a BPRv, após uma operação para coibir crime de tráfico de drogas na RJ – 124 , os policias avistaram um veículo, Hyundai/IX35, ano 2018, cor branca, placa FVT4A71/RJ em atitude suspeita onde os policiais ordenaram que o mesmo parasse,onde o mesmo acatou sem resistir.

Ainda de acordo com a BPRv,após realizar uma consulta foi constatado que se tratava,de um elementos de alta periculosidade um chefe da milícia de Nova Iguaçu,com mais de 9 mandados de prisões em aberto.

Mario Barbosa Marques Junior, o Van Damme ou Juninho da Rodolfo é ligado a um grupo paramilitar (milícia) e chefia este grupo nas comunidades de Miguel Couto e Genenciano, em Nova Iguaçu, extorquindo moradores e explorando serviços clandestinos de água, gás e TV a cabo.

De arrombador de caixas eletrônicos de agências bancárias a líder de uma milícia que atua nos bairros de Miguel Couto e Genenciano, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Essa é o perfil de Mário Barbosa Marques Júnior, o Van Damme. Segundo investigações da Polícia Civil, ele atualmente é o chefe de uma quadrilha que explora moradores e serviços clandestinos de água, gás e TV a cabo.

A investigação apontou ainda que o grupo criminoso é responsável por diversos homicídios, sequestros e ocultações de cadáveres, na Baixada Fluminense.

No início desse ano, a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense chegou a localizar cemitérios clandestinos da milícia chefiada por Van Damme. As investigações estão em andamento para identificar os corpos e prender todos os integrantes da organização.

Ele começou na milícia, mas em 2016 passou a se dedicar a uma quadrilha especializada em furtos à agências bancárias. A ele cabia monitorar as frequências de rádio da polícia, visando garantir a tranquilidade para que os comparsas pudessem arrombar as agências e abrir os caixas eletrônicos. Ele também cooptava de policiais responsáveis pela vigilância.

Processo: 0087486-45.2016.8.19.0038 Inquérito Policial nº 861/00522/2015 D E C I S Ã O Trata-se de pedido de prisão temporária de Mário Barbosa Marques, vulgo Juninho da Rodolfo prazo de 30 dias, formulado pela autoridade policial, com promoção ministerial favorável, conforme manifestação de fls. 167/170, em razão da suposta prática do crime de homicídio perpetrado contra as vítimas Marllon Henrique Silveira da Silva e Diego dos Santos Pestana, ocorrido no dia 10 de abril de 2015. É o breve relatório. Passo a decidir.

Versa a hipótese procedimento persecutório policial iniciado pela autoridade policial para apurar as circunstâncias da prática do homicídio qualificado praticado contra os ofendidos Marllon Henrique Silveira da Silva e Diego dos Santos Pestana, que teriam sido vítimas de disparos de arma de fogo na data de 10 de abril de 2015, supostamente perpetrados pelos suspeitos Bruno, Mário Barbosa Marques, vulgo Juninho da Rodolfo; Marcos e Pablo.

Através dos documentos até então juntados aos autos do inquérito policial, verifica-se que as investigações apontam, em tese, como os supostos autores da prática delitiva os suspeitos Bruno Muniz de Araújo, Mário Barbosa Marques, Marcos André Oliveira da Silva e Pablo Alexandre Oliveira Santos. Isto porque, as testemunhas ouvidas em sede policial teriam apontado, ao menos em tese, os investigados como sendo os autores do crime em tela.

Convém destacar que as testemunhas ouvidas, até o momento, em sede policial, em especial, o Sr. Gabriel Bianor Couto de Almeida e o Sr. Weverton dos Santos Siqueira, teriam apontado, em tese, os investigados como sendo os autores do crime de homicídio perpetrado contra aos ofendidos, como se vê nos depoimentos de fls. 63/64 e 71/72.

Nesse sentido, cabe destacar o depoimento da testemunha Gabriel Bianor Couto de Oliveira, ouvida em sede policial, às fls. 71/72, que teria sustentado, ao menos em tese, o seguinte: que o declarante acredita que os executores do homicídio são os homens conhecidos como Meio Quilo, Bruno Parma, Marquinho Cascão e Juninho da Rodolfo, pois os mesmos se reuniam na rua onde o declarante mora para organizar a execução de pessoas Corroborando com o depoimento da testemunha acima referida.

O Sr. Weverton dos Santos Siqueira, esclareceu o seguinte: que o declarante relata que no dia do homicídio se encontrava preso na SEAP no presídio Cotrim Neto em Japeri; que na mesma data do fato chegou ao seu conhecimento através de outros presos que um homem de vulgo Meio Quilo havia matado Diego e Marllon no larguinho, situado na Rua Vitória, Bairro Ambaí, Nova Iguaçu.

1 – Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Permitido (Art. 14 – Lei 10.826/03)

2 – CRIME CONTRA A INCOLUMIDADE E A PAZ PUBLICA; ROUBO / FURTO

3 – Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º – CP), I e IV C/C Crime Tentado (Art. 14, II, Cp). N/F Concurso Material (Art. 69 – Cp); Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072/90), art. 1º

4 – Associação Criminosa – Art.288 do Cod Penal (Redação Dada Pela Lei 12.850 de 2013); Associação Criminosa (Art. 288 – Código Penal); Crimes de Tortura (Art. 1º – Lei 9.455/97); Crimes Contra as Telecomunicações (Art. 183 – Lei 9.472/97); Extorsão (Art. 158 – Cp), § 1º; Crimes Contra a Economia Popular – Lei Nº 1.521/51, art. 4º; Furto de Energia Ou Assemelhadas (Art. 155, § 3º – Cp); Furto Qualificado (Art. 155, § 4o. – Cp), I, II e IV; Posse Ou Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito e Outros (Art. 16 – Lei 10.826/03); Adquirir/possuir/armazenar Foto/vídeo/outro Registro Com Cena Sexo Explícito (Eca – Art.241 B); Corrupção Passiva (Art. 317 – Cp)

5 – Organização Criminosa (Lei 12.850/2013), art. 2º, §2º, §4º, I , II e IV; art. 1º, I, a, da Lei 9455/97.

6 – Homicídio Qualificado (Art. 121, § 2º – CP), IV e art. 121par. 6º n/f do art. 29 do CP.

Diante dos fatos os policiais levaram Vam Damme para 118ª DP de Araruama, onde o mesmo permanece preso a disposição da Justiça.