Witzel: Se o governo federal não der ajuda financeira até segunda, será muito difícil seguir com medidas protetivas

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O governador do Rio, Wilson Witzel, disse, nesta quinta-feira, que não conseguirá manter as medidas protetivas no estado para conter o coronavírus caso o governo federal não dê recursos e citou “caos financeiro” ao se referir a esse quadro.

De acordo com ele, o prazo final que imagina para esse socorro é a próxima segunda-feira. Segundo Witzel, após essa data limite, “a responsabilidade passa a ser deles (governo federal)”. Bolsonaro tem dado seguidas declarações questionando a quarentena determinada por governadores contra a propagação da doença em razão dos impactos negativos na economia.

Nós estamos fazendo a nossa parte. Mas volto a dizer: se o governo federal até segunda-feira não apresentar algo que dê esperança para que as pessoas possam saber que não vão morrer de fome e não vão ter um cataclisma nas suas vidas, vai ser muito difícil continuar com essas medidas protetivas – afirmou o governador.

Ele frisou que a situação de alguns estados, incluindo o Rio, já era ruim antes da crise. Witzel disse que o cenário fluminense é “tão delicado quanto a de empresários que estão passando por essa crise”:

– Quem tem que irrigar a economia é o governo federal, que tem condições para isso. Se (a União) não se mexer, vamos entrar em caos financeiro. Não podemos manter a economia parada se o governo federal não se mexer.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia reagiu ao anúncio e reiterou a necessidade da manutenção das medidas de contenção por ora adotadas. Segundo a entidade, o afrouxamento de qualquer uma dessas medidas levará ao aumento da incidência dos casos do coronavírus e à elevação do número de mortes.

Hospital de campanha no Maracanã

Witzel falou ainda sobre as medidas que está tomando para o atendimento dos pacientes do coronavírus, entre elas, a construção de hospitais de campanha: no estádio do Maracanã, um deles. Outros três serão na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

– O Estado do Rio já inaugurou no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda (Sul Fluminense), 144 leitos. O Hospital do Cérebro vai de 44 para 100. Os hospitais de campanha devem ficar prontos em 15 dias – disse Witzel.

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