Colunista Lorena Serpa | Tempestades

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Você já presenciou uma tempestade? Se sim, qual foi o sentimento que predominou dentro de você?

É bem certo que muitas pessoas já presenciaram uma tempestade de perto. Interessante é perceber os detalhes que se dão. Normalmente entra uma ventania muito forte, os céus começam a perder sua cor de alegria, seguido de trovoadas, raios, aquele estrondo que parece que está dentro do seu peito, que estremece todo o nosso ser, em seguida vem uma forte chuva, pingos grossos que rapidamente deixam lugares com poças e inicia-se um processo de alagamento.

Nesse momento muitas pessoas começam a correr freneticamente a procura de abrigo, outros desejosos de chegar logo em casa, outros são tomados pela ansiedade, pânico, um sentimento de vulnerabilidade por tamanha grandeza, o poder que é uma tensa tempestade.

Após um período há um silêncio ensurdecedor, sim, toda natureza, tudo se silencia, inicia-se um novo período após tamanha tempestade. Fico a pensar que esse silêncio poderia ser substituto por: uau! Quanto poder! Você percebe tamanha grandiosidade de uma tempestade e o tamanho da nossa vulnerabilidade?

Numa tempestade existem muitas coisas que nós podemos aprender! A primeira delas é que nenhuma tempestade dura para sempre, da mesma forma que ela surgiu, ela também irá embora, passará.

Segundo que em meio a uma tempestade a coisa mais segura que temos a fazer é reconhecer nossa incapacidade em fazer algo e simplesmente sermos humildes em recolher-nos e aguardar.

Terceiro é que toda tempestade proporciona novos ciclos, ela leva embora tudo que não deveria ali estar, trazendo a oportunidade de refletirmos sobre novos caminhos, sobre a limpeza que precisamos dar em nossa alma, que só é possível com muita água. Água essa que a bíblia descreve como aquela que nos deixa mais brancos do que a neve, conforme descrito em Salmos capítulo cinquenta e um, versículo sete.

A tempestade pode nos trazer medo por sua soberania, mas ela também traz oportunidade de vida, ela pode até bagunçar tudo, mas para nos mostrar quanta coisa temos acumulado e deveríamos jogar fora, abrindo espaço para o novo, para o crescimento, para que nossas raízes tenham oxigenação e alcancem o alimento sólido que traz uma vida em abundância.

Lembre-se, nenhuma tempestade dura para sempre, tire seus olhos dos céus cinzentos e observe os raios de sol escondidos que estão sob ela, que em breve, muito em breve irão raiar!

Lorena Serpa

Pedagoga

Especialista em MBA Gestão Empresarial

Estudando de Psicopedagogia Clínica

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