Entidades de Cabo Frio,se manifestam contra lockdown e pedem reabertura gradual do comércio

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Associações e entidades de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, se uniram para se posicionar contra o lockdown no município. O grupo liderado pela Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio (Acia) pede que o prefeito flexibilize a reabertura do comércio para socorrer a economia na cidade.

“O número de demissões e lojas encerrando operações definitivamente só cresce a cada dia”, disse a presidente da Acia, Patricia Cardinot.

A secretaria de Saúde de Cabo Frio já registrou, até esta sexta-feira (22), 222 casos confirmados de Covid-19 e 12 mortes pela doença.

O grupo é formado pela 20ª Subseção da OAB/RJ Cabo Frio e Arraial do Cabo, Associação dos Profissionais de Contabilidade de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Armação dos Búzios – APCCAA, Associação dos Construtores Empresários da Construção Civil – ACECON, União dos Profissionais de Contabilidade do Interior do Estado do Rio de Janeiro – UNICON Região dos Lagos, Associação Brasileira de Indústria de Hotéis – ABIH, Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos – ASAERLA e Shopping Park Lagos.

Nesta terça-feira (19), a Assembleia Legislativa do Rio arquivou projeto de lei que autorizava o governo do estado a adotar o lockdown como forma de enfrentamento ao coronavírus.

Segundo o entendimento de alguns deputados, o Supremo Tribunal Federal (STF) já autorizou governadores e prefeitos a tomar medidas mais restritivas.

“Em Cabo Frio, já solicitamos ao prefeito Adriano Moreno que o lockdown não seja implementado. Hoje, o que sobra do comércio não sobreviverá a esse caos. Ainda assim, solicitamos a imediata ação da prefeitura para que seja providenciado um fundo para socorrer o empresariado, de forma que possamos auxiliar nossos funcionários”, disse Patrícia Cardinot.

Segundo a presidente, a Associação se compromete a dar apoio à fiscalização sobre os cuidados necessários de higiene e distanciamento que devem ser tomados nos estabelecimentos.

Nesta terça (19), o governo federal sancionou, com vetos, uma lei que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O crédito será de 30% da receita bruta anual da empresa, calculada com base no exercício de 2019. A taxa máxima de juros será igual à taxa Selic mais 1,25% ao ano, totalizando 4,25% ao ano (a Selic está atualmente em 3% ao ano).

As entidades de Cabo Frio consideram que a medida pode ajudar efetivamente os empresários, mas ainda é necessário esperar para que a ajuda comece a valer.

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