UPA de São Pedro da Aldeia é alvo da Operação contra operadores da Lagos Rio, Organização Social (OS)

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (25) uma operação contra operadores da Lagos Rio, Organização Social (OS) que gere hospitais e Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da rede estadual.

Até as 7h, uma pessoa havia sido presa. Ex-dirigente e atual fornecedor da OS, Sildney Costa foi detido em Vargem Grande, na Zona Oeste da cidade.

A Justiça do RJ expediu sete mandados de prisão a serem cumpridos no Rio de Janeiro e em São Paulo e outros 14 de busca e apreensão.

O site apurou que pelo menos R$ 9 milhões teriam sido desviados da Saúde do RJ em contratos com fornecedores.

Entre 2012 e 2019, o Instituto Lagos Rio recebeu mais de R$ 650 milhões do governo do RJ.

De acordo com o site da OS, o instituto operou nas seguintes unidades de saúde estaduais:

  • Hospital Estadual Carlos Chagas (Rio)
  • Hospital Estadual Alberto Torres (São Gonçalo)
  • Hospital Estadual Prefeito Joao Batista Caffaro (Itaboraí)
  • UPA Bangu;
  • UPA Jacarepaguá;
  • UPA Magé;
  • UPA Marechal Hermes;
  • UPA Nova Iguaçu;
  • UPA Realengo;
  • UPA Ricardo de Albuquerque;
  • UPA Niterói;
  • UPA São Gonçalo;
  • UPA São Pedro da Aldeia;
  • UPA Campos dos Goytacazes;
  • UPA Itaboraí.

Alvos da operação:

Sildiney Gomes Costa, ex-dirigente e atual fornecedor da OS:

preso em Vargem Grande (RJ). José Marcus Antunes Andrade, diretor-presidente da OS:

preso em São Paulo. Juracy Batista de Souza Filho, cunhado de José Marcus: procurado em São Paulo.

Fabio Figueiredo Andrade de Souza: filho de Juracy.

Fernanda Andrade de Souza Risden: filha de Juracy.

José Carlos Jorge Lima Buechem: ex-dirigente da OS.

Hugo Mosca Filho: ex-dirigente da OS.

Renê Borges Guimarães: empresário.

José Antonio Sabino Júnior: empresário.

José Pedro Mota De Sousa Ferreira: empresário.

José Antônio Carauta de Souza Filho: empresário.

Gustavo de Carvalho Meres: empresário

INVESTIGAÇÃO

A OS Lagos é uma das maiores do estado e é responsável por gerir pelos menos dois hospitais e cinco UPAs.

De acordo com o MPRJ, de 2012 a 2019, a organização social recebeu R$ 649 milhões do governo do estado, tendo comprovadamente desviado grande parte desse valor.

A investigação apontou que o desvio foi feito com o pagamento de valores superfaturados para outras empresas, sob o pretexto de aquisição de produtos ou terceirização de serviços necessários para os hospitais e as UPAs.”A ação narra que as contratações de serviços e as aquisições eram direcionadas para empresas pré-selecionadas, controladas ou previamente ajustadas para o esquema”, alega o Ministério Público.

Depois que o pagamento superfaturado era feitor o repasse dos valores excedentes era direcionado aos dirigentes da organização criminosa ou para terceiros indicados por eles.

Esses montantes eram pagos com dinheiro em espécie, sacados “na boca do caixa” de agências bancárias para ocultar a verdadeira destinação dos recursos públicos desviados ou ainda utilizando empresas “de fachada”.

Ainda segundo o MPRJ, a OS não tem condições de assinar contratos de gestão com o estado, mas forjou sua capacitação técnica graças à obtenção de atestados técnicos falsos.