CGE aponta oito riscos de mau uso do dinheiro público em contratos firmados pela Saúde do RJ durante a pandemia

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A Controladoria-Geral do Estado (CGE) divulgou, nesta terça-feira (30), um documento no qual aponta oito riscos e indícios de mau uso do dinheiro público em contratos firmados entre a Secretaria Estadual de Saúde do Rio para combater o novo coronavírus.

Os auditores identificaram situações como a subutilização de vagas, pagamentos indevidos e leitos iguais com a diferença de 230% entre um e outro.

Vale lembrar que a pasta firmou contrato com três empresas privadas, entre elas a Iabas, que foi afastado posteriormente, mesmo com o Estado sabendo dos problemas de gestão dos hospitais de campanha.

Os contratos analisados pela CGE são:

  • Contrato n.º 022/2020 firmado com a Fundação Educacional Dom André Arcoverde, formalizado no processo SEI080001/006399/2020, no valor total de R$ 4.050.000, pela disponibilização de 15 leitos com ventilação mecânica pelo prazo de seis meses, a um custo diário por leito de R$ 1.500;
  • Contrato nº 016/2020, com a empresa Log-Health Logística Gestão em Saúde de Terapia Intensiva Eireli, formalizado no processo SEI-080001/006971/2020, no valor total de R$ 106.920.000, pela disponibilização de 120 leitos, 48 sem ventilação mecânica a um custo diário por leito de R$ 3.700 e 72 com ventilação ao custo diário de R$ 4.950, pelo prazo de seis meses;
  • Contrato n.º 027/2020, com o Instituto de Atenção Básica e Avançada a Saúde – IABAS, formalizado no processo SEI080001/007073/2020, com valor total de R$ 835.772.409,80, pela montagem e operacionalização de sete hospitais de campanha totalizando 1.400 leitos, pelo prazo de seis meses.
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