Capitão da PM líder de uma quadrilha de milícia foge para Armação dos Búzios diz “polícia civil”

Compartilhar

Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e o Ministério Público estadual (MPRJ) informaram na tarde de quinta – feira (09), que o Capitão da PM Leonardo Magalhães da Silva o Capitão Léo, ainda se encontra foragido da justiça, o mesmo é o líder de uma quadrilha de milícia que funciona no Rio.

A polícia informou que ao perceber a operação o Capitão da PM, fugiu para Região dos Lagos, a policia recebeu uma informação que o Capitão Léo estava na cidade de Armação dos Búzios onde o mesmo tem uma casa.

Uma diligência foi feita na cidade em busca do militar, mas ele não foi encontrado.

Ele entrou para a Polícia Militar em 2006 e deixou de ser tenente, se tornando capitão em agosto de 2014, “pelo critério de antiguidade”.

Ao todo, são 16 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em vários endereços do estado. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.

Até o momento, cinco pessoas foram presas, dentre elas um dos policiais militares investigados, o cabo Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro. Ele, que é lotado no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), mas desde julho do ano passado trabalha no Centro Presente, foi capturado em Vargem Pequena. O PM teve sua arma, uma pistola, apreendida, além de dois carregadores e munições.

O cabo Fernando Mendes Alves, que trabalha no Centro Presente, foi preso na operação Foto: Brenno Carvalho

De acordo com o MPRJ, Capitão Léo é o líder da quadrilha e Biro o número 2 da organização criminosa. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça demonstraram que Biro é responsável por garantir a proteção dos comparsas, para que eles consigam praticar os crimes do bando, sem que fossem incomodados, inclusive intervindo em ações da Polícia Civil

Quadrilha de Magalhães é investigada por chacina

Segundo a polícia, o ataque a tiros no dia 7 de junho que terminou com quatro mortos e dois feridos, na comunidade Pombo sem Asa, em Vargem Grande, foi praticada pelo bando de Magalhães. Naquele dia, criminosos foram ao local para assassinar um dos chefes da milícia que controla a região.

O homem, que estava em uma pizzaria, foi executado por quatro homens que estavam em duas motos. Segundo homem da hierarquia de um grupo paramilitar da comunidade, ele tentou fugir em uma motocicleta. No entanto, milicianos rivais cercaram a rua e ele acabou sendo executado a tiros de pistola.

No momento do crime, um entregador de farmácia que passava pelo local, um mecânico e um mototaxista que comia um lanche na localidade foram baleados e morreram.

Comentários