Disque Denúncia divulga cartaz de capitão da PM apontado como chefe de milícia que também vendia drogas

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O Disque Denúncia divulgou um cartaz para ajudar na procura pelo capitão da PM que, segundo investigações da Polícia Civil, chefiava uma milícia que também atuava na venda de drogas.

Leonardo Magalhães Gomes da Silva, o Capitão Léo, foi o principal alvo de uma operação da Polícia Civil em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (9).

A milícia liderada por Leonardo atuava em Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio. Segundo investigadores, ele teria entregue R$ 6 mil para policiais militares para evitar ser preso. As investigações começaram há dois anos.

De acordo com os investigadores, trata-se de uma narcomilícia, que é uma milícia que trafica drogas. Ao todo, os agentes da civil tentaram nesta quinta cumprir 16 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão.

O capitão não tinha sido encontrado até o fim da tarde. Vizinhos disseram que ele se mudou há algum tempo. Inspetores fazem busca em endereços ligados a ele. Cinco mandados de prisão foram cumpridos.

O policial militar Leonardo Magalhães Gomes da Silva, o Capitão Leo, é o principal alvo da operação realizada contra uma narcomilícia na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução
O policial militar Leonardo Magalhães Gomes da Silva, o Capitão Leo, é o principal alvo da operação realizada contra uma narcomilícia na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução

A Polícia Civil não divulgou o que os presos disseram como defesa. A Polícia Militar declarou que não compactua com desvios na corporação.

Foram presos na operação:

  • Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro;
  • Ana Lúcia Silva Alves;
  • Celso Marcelino da Silva, de 29 anos;
  • Pedro Caíque Barbosa Pereira, de 27 anos;
  • Marlon Ferreira dos Santos Costa, conhecido como Baiano, de 29 anos.

“A principal diferença desta organização criminosa é que, além deles cometerem os crimes tradicionais de milícia, como extorsões, ameaças e homicídios, eles também praticam o crime de tráfico de entorpecentes. Para nós é muito ruim saber que estas organizações criminosas possuem policiais envolvidos em seus quadros”, explicou o delegado responsável.

Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro, que trabalhava no programa Segurança Presente, seria o segundo na hierarquia do grupo.

Mãe e filho entre os alvos

Dois dos procurados pela polícia são mãe e filho. Ana Lúcia Silva Alves seria a quarta no organograma da milícia. Ela foi presa em casa e chegou à Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, pouco depois das 8h.

Ela é mãe de Gabriel da Silva Alves, o Biel, que ainda não foi encontrado. A defesa afirmou aos policiais que ele vai se entregar. Segundo as investigações, Gabriel seria o terceiro na linha de sucessão da quadrilha.

“Nós temos entre os alvos criminosos que são mãe e filho, temos dois irmãos também. Vimos que este era um grupo muito organizado em que, qualquer agente do Estado que tentasse limitar a ação criminosa deles, eles agiam com truculência, com violência. Inclusive, dados apontam que eles teriam um plano para matar um policial civil que vinha investigando e tentando reprimir este bando”, contou o delegado.

Investigações seguem

As investigações começaram depois que um homem foi executado em Vargem Grande em outubro de 2018. A polícia diz que Marcos Vinícius Calixto foi morto por contrariar os interesses da milícia.

A polícia investiga também se o grupo teria envolvimento com uma chacina na comunidade Pombo sem Asa, em Vargem Grande. Quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas.

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