Covid-19 | Secretaria de Saúde de Cabo Frio é alvo de nova operação da Polícia Federal “veja o vídeo”

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Por: Cléber Lopés

A secretaria de Saúde de Cabo Frio foi alvo, na manhã desta sexta-feira, dia 17, de uma nova operação da Polícia Federal, exatamente um mês depois de deflagrar a Operação EXAM, que deu inícIo a investigação de desvios na saúde do município.

Viatura da Federal na Secretaria de Saúde

A Assessoria de Comunicação da prefeitura divulgou a seguinte nota sobre a operação desta sexta-feira:

“Na manhã desta sexta-feira, uma equipe da Polícia Federal esteve na Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio para cumprimento de mandado de busca e apreensão. Os policiais vieram recolher amostras dos EPI’s utilizados pelos servidores e também documentos referentes a gestão municipal dos anos de 2016 e 2017. Entre os itens recolhidos, uma amostra de álcool em gel, uma máscara e uma caixa de luvas”.

A Polícia Federal , o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), no dia 15 de junho, cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos da cidade.

De acordo com a PF, a ação foi desencadeada em continuidade aos trabalhos desenvolvidos na Operação Exam, deflagrada no dia 15 de junho, que investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos federais destinados ao combate à pandemia da Covid-19.

A investigação teve origem em procedimento do MPF, anterior à pandemia, que apurava licitações e contratos para a realização de exames laboratoriais. Com a colaboração da Controladoria-Geral da União, a investigação incluiu também a aquisição e a distribuição de remédios. Já no âmbito do inquérito instaurado na Polícia Federal, as apurações recaíram sobre os recursos federais para combate à COVID-19 no município. Calcula-se que as irregularidades podem ter causado prejuízo de cerca de R$ 7 milhões aos cofres públicos.

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Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em São Pedro da Aldeia e tiveram 28 alvos: 14 pessoas físicas, 11 empresas e três órgãos públicos municipais.

Na ocasião, a PF esteve em apartamentos na Praia do Forte, na casa do assessor especial do prefeito Adriano Moreno, o ex-secretário de fazenda Antônio Carlos Cati, e cumpriu ainda mandados na sede da Secretaria Municipal de Saúde e no Hospital de Campanha Unilagos.

Conforme o MPF, a investigação teve início antes mesmo da pandemia, com apuração de licitações e contratos para a realização de exames laboratoriais. De acordo com as investigações, os desvios podem ter sido de mais de R$ 7 milhões aos cofres públicos.