Divisão de Homicídios de Niterói prende miliciano que desafiou autoridades Rio em Araruama

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O ex-policial militar Alexandre Louback Geminiani, popularmente conhecido como ‘Playboy’, foi preso no fim da tarde desta terça-feira (4), no bairro Tomé, em Araruama, na Região dos Lagos.

Há um ano, Louback havia conseguido escapar de uma megaoperação da Polícia Civil que prendeu 45 milicianos no município de Itaboraí. Mais seis pessoas que estavam com Louback na casa também foram presas na operação. Segundo a Polícia, quatro delas, possuem passagens policiais por crimes, como tráfico de drogas e receptação.

Dois carros roubados e clonados também foram apreendidos na ação. As prisões foram realizadas por policiais civis da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG). De acordo com Allan Duarte, delegado titular da especializada e responsável pelo caso, a captura de ‘Playboy’ é uma continuidade das investigações sobre a milícia atuante no município de Itaboraí.

“Recebemos a informação de que um dos líderes da milícia que atua em Itaboraí estaria escondido aqui na Região dos Lagos e conseguimos efetuar a prisão”, explicou o delegado, durante as diligências feitas em Araruama, na tarde desta terça-feira (4).

Mesmo foragido, o ex-PM parecia não se preocupar e publicava fotos com mensagens nas redes sociais colecionando milhares de seguidores e se apresentando como ‘empreendedor’.

No perfil, que tem quase 16 mil seguidores, o Louback, inclusive ainda mantinha fotos da época em que era policial militar no 12º Batalhão de Niterói, em 2016. Investigação Há um ano o Ministério Público e a Polícia Civil do Estado do Rio desencadearam uma operação para prender um grupo de milicianos que atuava em Itaboraí.

Alexandre Louback Geminiani foi apontado pela polícia, na época, como um dos principais integrantes da quadrilha, constituída inicialmente como espécie de “franquia” da organização criminosa ligada a Orlando Curicica, com atuação na Capital.

O próprio Curicica fornecia armamento e ‘soldados’ para a milícia local, liderada pelo conhecido como ‘Renatinho Problema’ ou ‘Natan’.

O grupo de Itaboraí repassava para a Capital parte dos valores arrecadados no município. A investigação revelou ainda que a organização criminosa foi responsável por inúmeros casos de homicídios, torturas, extorsões e desaparecimento de pessoas, tal como cemitérios clandestinos nas áreas de Visconde de Itaboraí, Areal e Porto das Caixas.

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