Corpo decapitado em Campos dos Goytacazes teve que ir para outra cidade por falta de competência do Estado na falta de legista

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Por: Rafael Abud

O corpo decapitado do adolescente, Guilherme Gomes Bravo, teve que ser reconhecido pelos familiares no Instituto Médico Legal de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste do Estado, já que não havia perito de plantão no órgão subordinado à Secretaria de Estado da Segurança Pública de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O Instituto Médico Legal (IML) presta serviços de Polícia Científica na área de Medicina Legal.

Nossa equipe escutou um Advogado, que por medida de segurança não quis se identificar, porém- ressaltou quando o funcionário não cumpre o seu horário de trabalho no órgão pode acarretar responsabilidade Objetiva do Estado (Ato por descumprimento da função). “O fato da família ter que se deslocar até uma outra cidade para identificar a vítima acarreta num dano moral cabendo ao Poder Estadual justificar ausência de um perito no instituto médico legal”, afirmou o Advogado.

O profissional ainda questionou a investigação da Policia Civil. “É um desleixo da autoridade local, sem ter até agora uma solução para a situação, porque não mobilizar competência superiores”, indagou o Advogado.

Já a Polícia Civil não revelou a linha de investigação.

De acordo com o pai da vítima, a família perdoou os culpados pelo crime. “Só queremos os restos mortais do nosso filho e enterrá-lo de forma digna”, disse o pai do jovem.

Entramos em contato com o Governo do Estado do Rio de Janeiro para saber sobre a falta de funcionários no IML do Município de Campos, também, tentamos falar com os Direitos Humanos e saber o que pensam sobre a barbárie no Norte Fluminense, mas até o momento não tivemos resposta.

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