Witzel sai de grupo de aplicativo de mensagens de secretários do Rio após ser impedido de ter contato com equipe

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O governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), deixou o grupo de um aplicativo de mensagens que reúne os secretários estaduais após a Justiça determinar sua saída temporária do cargo e impedir o contato dele com a equipe.

Enquanto isso, Witzel tenta reverter o afastamento em duas frentes. A defesa do governador afastado entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), como mostrou o Blog da Júlia Dualib, e a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa na quarta-feira (2) se mantém a decisão do ministro Benedito Gonçalves.

Witzel é suspeito de corrupção. A suspeita é de que o governador tenha recebido, por intermédio do escritório de advocacia de sua mulher, Helena Witzel, pelo menos R$ 554,2 mil em propina.

O MPF descobriu transferência de R$ 74 mil de Helena Witzel para a conta pessoal do governador. Ele foi delatado pelo ex-secretário de Saúde, Edmar Santos.

A descoberta do esquema criminoso teve início com a apuração de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha, respiradores e medicamentos para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

Segundo os procuradores, o governador tem “participação ativa no conhecimento e comando das contratações com as empresas investigadas”. Troca de emails comprovariam as suspeitas.

De acordo com a denúncia apresentada pela PGR ao STJ, Wilson Witzel “aceitou promessa e recebeu vantagem indevida no valor de R$ 274.236,50 (duzentos e setenta e quatro mil, duzentos e trinta e seis reais e cinquenta centavos), ofertada e paga pelo empresário Mário Peixoto”.

A outra parte da propina recebida por Witzel são R$ 280 mil pagos pelo Hospital Jardim Amália (Hinja), de Volta Redonda, no Sul Fluminense, que pertence à família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito da cidade.

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