Casa e gabinete de Crivella são alvos de operação contra suposto esquema de corrupção no Rio

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O Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil realizam uma operação, na manhã desta quinta-feira (10), na qual investiga um suspoto esquema de corrupção na Prefeitura do Rio.

Agentes estiveram na sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova, no prédio onde mora o prefeito Marcelo Crivella, na Barra da Tijuca, e no Palácio da Cidade, em Botafogo.

Ao todo, são cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, pedidos expedidos pelo 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio. Entre os alvos, estão Eduardo Lopes e Mauro Macedo.

Vale lembrar que Lopes foi senador do Rio, ao herdar o cargo de Crivella. Já Macedo foi tesoureiro da campanha de Crivella ao Senado, em 2008.

Um carro da Polícia Civil deixou o Palácio da Cidade, em Botafogo, por volta de 7h20. Há uma equipe da Polícia Civil também no condomínio onde mora o prefeito Marcelo Crivella, na Península, na Barra da Tijuca. Crivella já saiu do prédio para cumprir agenda externa. Pouco antes das 7h, três carros da Polícia Civil chegaram na sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Dois entraram pela lateral do prédio, enquanto o terceiro ficou estacionado na porta principal e, às 8h40, ainda segue no local.

Rafael Alves, irmão do ex-presidente da Riotur Marcelo Alves, é empresário e foi citado em delações como suposto pagador de propina para a prefeitura e a Crivella.

Eduardo Lopes foi senador do Rio de Janeiro pelo Republicanos, ao herdar o mandato de Crivella – que saiu para concorrer à Prefeitura do Rio, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento de Wilson Witzel.

Já Macedo foi tesoureiro da campanha de Crivella ao Senado, em 2008, e foi citado em uma delação sobre o esquema de propina envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado, a Fetranspor.

O advogado do prefeito Marcelo Crivella, Alberto Sampaio, disse que o mandato tinha o objetivo de apreender celulares, notebooks e documentos. Ele no entanto não confirmou se algo foi mesmo recolhido.

— O prefeito está tranquilo e saiu pra cumprir agenda. Ainda não sabemos o teor da denúncia — disse o advogado. — Acabo de pedir eletronicamente o acesso aos autos.

Endereços residenciais e funcionais

As diligências estão sendo cumpridas em endereços residenciais e funcionais de agentes públicos municipais e empresários na capital, nos bairros da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Tijuca, Flamengo, e em Itaipava e Nilópolis. Segundo o MP, o procedimento policial está sob sigilo.