Ambulantes pedem flexibilização para trabalhar nas praias de Cabo Frio, no feriado de Nossa Senhora

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Os vendedores ambulantes das praias de Cabo Frio, na Região dos Lagos, se reuniram nesta sexta-feira (25) na Prefeitura para pedir o retorno temporário ao trabalho no feriado de Nossa Senhora Aparecida. O feriado costuma reunir turistas de todo o país, e, principalmente de São Paulo e Minas Gerais, onde se comemora a “Semana do Saco Cheio”.

A cidade tem 2.502 casos confirmados e 145 mortes pela doença, de acordo com o Governo do Estado.

De acordo com o Sindicato dos Ambulantes, no último feriado, 7 de setembro (Independência), nenhum trabalhador das praias foi contaminado pela Covid-19. A categoria criou um protocolo de distanciamento e higienização para evitar o contágio.

Apesar da proibição da permanência nas praias, a Praia do Forte fica cheia todo fim de semana de Sol. Neste sábado (26), foi presenciado a equipe de fiscalização da Prefeitura observando o movimento, sem abordar os banhistas.

Em nota, o município afirmou que “orienta as pessoas a não ficarem na praia, haja visto que ela permanece fechada e a aglomeração continua sendo risco de contaminação”.

Segundo Luciano Mello, presidente do sindicato, a categoria ficou autorizada a trabalhar de 8 a 18 de outubro. A Prefeitura informou, apenas, que todas as medidas previstas no atual decreto estão vigentes e que qualquer alteração será publicada em Diário Oficial.

“A gente precisa voltar a trabalhar, porque foram 5 meses parados. A praia está lotada todo fim de semana, e nós estamos sem nossa fonte de renda. Não acredito que o trabalho dos ambulantes nas praias seja o grande causador do Coronavírus em Cabo Frio. Ambientes fechados estão liberados há meses e não são apontados como vilões nunca”, afirmou Luciano

Segundo Edimilson Migowski, médico infectologista e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o praia é um ambiente de baixo risco de contaminação; no entanto, aglomerações nas areias são um fator agravante para o contágio.

Aglomeração na Praia do Forte — Foto: Paulo Henrique Cardoso/G1
Aglomeração na Praia do Forte — Foto: Paulo Henrique Cardoso

“Certamente, o risco de transmissão na praia, em local aberto, ensolarado, ventilado, é bem menor que em locais confinados. Agora, um problema é na ida até a praia, se pega transporte público, e as aglomerações. Mas, sem dúvida, existe um risco menor que um bar, restaurante e similares. Mas é importante usar máscara e manter um distanciamento de 2 metros pra curtir a praia sem maiores problemas”, afirmou o especialista.