Polícia Civil faz operação contra traficantes da Maré que atuavam em Arraial do Cabo

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O traficante era dono de um Hotel de Luxo na cidade de Arraial do Cabo, onde funcionava apenas de fachada diz civil.

A Polícia Civil faz, na manhã desta segunda-feira, uma operação em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, para cumprir 11 mandados de prisão contra traficantes e quatro busca e apreensão contra quatro menores que atuam no tráfico de drogas no município. A ação — batizada de Líbero — é um desdobramento da Operação Coca Zero, realizada em julho do ano passado.

De acordo com a 25ª DP (Engenho Novo), os mandados de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico são temporários. A investigação descobriu que, além de atuarem no crime organizado, todo o bando recebeu auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal.

Segundo a Polícia Civil, Carlos Humberto Antunes Gaze, o Beto Branco, de 34 anos, é o responsável pelo tráfico de drogas na comunidade de Monte Alto, subdistrito de Arraial. De acordo com delegado Renato Mariano, titular da 25ª DP, o criminoso dava as ordens do Parque União, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, e esporadicamente ia à Região dos Lagos. O bandido também recebeu auxílio emergencial.

Além das prisões, a Justiça decretou o sequestro de um imóvel, no Centro de Arraial do Cabo, avaliado em R$ 550 mil comprado pelos criminosos — onde funcionava um hostel, interditado pela Justiça. Os mandados de prisão e de apreensão de menores estão sendo cumpridos em Arraial do Cabo, Cabo Frio, também na Região dos Lagos, Teresópolis, na Região Serrana, e na capital fluminense.

A investigação da 132ª DP (Arraial do Cabo), que continuou após Renato Mariano deixar a distrital, começou no ano passado após a prisão de Ramon Souza Tavares apontado como o chefe do tráfico de drogas na comunidade do Morro da Cabocla.

— Além de cumprirmos os mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou o sequestro desse imóvel, que é do tráfico de drogas. Durante a investigação, apuramos que o traficante Marcos Duarte Bertanha, o MK, chefe do tráfico de drogas da comunidade da Coca Cola, ocultava o dinheiro do crime nesse imóvel que ele transformou em um hostel — disse o delegado.

Além de responderem pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, os suspeitos serão indiciados por lavagem de dinheiro.