Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Lava Jato no Rio

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a operação Sem Limites IV, 77ª fase da Lava Jato e cerca de 40 agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão no município do Rio de Janeiro e dois em Niterói, na Região Metropolitana. De acordo com a PF, a ação tem como objetivo aprofundar as investigações de práticas criminosas cometidas na antiga Diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização.

A PF informou, às 8h40, que todos os mandados da Operação Sem Limites IV foram cumpridos. Na ação, foram apreendidos 13 celulares, 13 pendrives, seis notebooks, dois tablets, além de agendas, cadernos com anotações e documentos diversos como recibos, contratos e outros.

As apurações começaram após a 57ª fase da Operação Lava Jato – Operação Sem Limites –, que teve por objetivo o cumprimento de prisões e buscas e apreensões de integrantes de organização criminosa responsáveis pela prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.

Após o cumprimento das medidas no final de 2018 e das acusações criminais, um ex-funcionário da Petrobras diretamente envolvido no esquema e um ex-executivo de uma grande empresa estrangeira também investigada celebraram acordos de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Com base nos relatos da PF, foram identificados ao menos seis agentes públicos, até então desconhecidos das investigações, que tiveram participação direta no esquema ilícito das operações de trading da Petrobras.Ainda segundo a PF, um dos funcionários, que está empregado e em exercício na estatal, trabalhava diretamente na área logística da Diretoria de Abastecimento e era responsável, por vezes, em gerar artificialmente demandas que justificassem novas operações comerciais de compra e venda pela Petrobras junto às tradings companies estrangeiras. Com isso, pagavam-se comissões aos intermediários envolvidos e que, posteriormente, repassavam os valores aos agentes públicos, inclusive para os demais ex-funcionários públicos investigados nesta fase.

O grupo de ex-agentes públicos, alvo das ordens judiciais, também é investigado pela venda de informações privilegiadas e favorecimento de empresas estrangeiras em negociações envolvendo os mais diversos tipos de produtos negociados, como óleo combustível, querosene de aviação, diesel, derivados de petróleo e gasóleo de vácuo. Em todos esses casos, os investigados recebiam vantagens indevidas calculadas na quantidade de produto negociado.A polícia informou que as medidas cumpridas têm, dentre outros objetivos, fazer cessar a atividade delitiva, aprofundar o rastreamento dos recursos de origem criminosa, propina, e a conclusão da investigação policial em todas as suas circunstâncias.

Os investigados responderão pela prática, dentre outros, dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

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