Polícia passa a noite ouvindo testemunhas do assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio

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A Polícia Civil do RJ passou a noite ouvindo testemunhas do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade. Iggnácio foi executado com tiros na cabeça nesta terça-feira (10) no estacionamento de uma empresa de táxi aéreo, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Nos últimos anos, a família protagonizou uma guerra com dezenas de mortes pelo controle do jogo do bicho.

Por enquanto, nenhuma linha de investigação está descartada, já que Fernando Iggnácio era um homem com muitos inimigos.

O que a polícia já sabe até o momento é que a arma usada no crime foi um fuzil calibre 556. Os disparos foram feitos a uma distância de menos de 5 metros, segundo a investigação.

Agora os investigadores estão tentando entender por que o contraventor, que costumava andar com oito seguranças, estava sozinho.

Na tarde de terça-feira, agentes recolheram cápsulas do fuzil. Além disso, imagens de câmeras de segurança do heliporto onde Iggnácio desembarcou vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e da rua foram recolhidas pelos policiais. Um HD com 64 imagens será analisado.

O carro do contraventor também foi apreendido e passará por uma perícia. Era possível contar pelo menos seis marcas de tiros na lataria.

Durante a tarde, também foram ouvidas testemunhas do caso na Delegacia de Homicídios da Barra. Os depoimentos continuam nesta quarta.

Os disparos feitos contra o contraventor chegaram a atingir uma vidraça da empresa de táxi aéreo que fica no Recreio dos Bandeirantes, mas nenhum funcionário foi ferido.

Sobre a fuga, a principal hipótese dos investigadores é de que ela tenha sido por uma rua que fica nos fundos de um terreno, ao lado do estacionamento do heliporto.