Após as eleições números de mortos dobra no Brasil e chega a 166.758 mortes por coronavírus

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O Brasil tem 166.758 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (18), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. A média móvel de mortes está em alta de 45% em comparação à média de 14 dias.

Veja os números consolidados:

  • 166.758 mortes confirmadas
  • 5.909.026 casos confirmados

No balanço das 20h de terça-feira (17), foram confirmadas 166.743 mortes (676 em 24 horas) e 5.909.002 (32.262 em 24 horas). Desde então, somente Goiás atualizou os dados.

Maior alta de casos e mortes desde maio

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 557, a maior desde o dia 12 de outubro. A variação foi de +45% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid. É a maior alta registrada desde o mês de maio.

Já a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 29.674 novos diagnósticos por dia, uma variação de +71% em relação aos casos registrados em duas semanas. Também é a maior alta registrada desde o mês de maio.

O aumento nas médias móveis de óbitos e casos em relação a 14 dias atrás pode ser em parte justificado com a queda nos registros ocorrida na semana do feriado de Finados, no início do mês. Apesar disso, os registros médios de mortes diárias acima de 550 e de casos perto de 30 mil são dados preocupantes, pois refletem o balanço dos últimos 7 dias.

Sérgio Cimerman, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, associou o aumento nos registros e na taxa de transmissão dos últimos dias à “balbúrdia que se acometeu no feriado”.

“As pessoas estão achando que a Covid acabou. Muito pelo contrário: ela está aí. Não saímos da primeira onda. A gente chegou num platô, começou a cair o número de casos, e a gente volta a subir, caracterizando ainda essa primeira onda, decorrente sim da balbúrdia que se acometeu no feriado. É a média de 10, 14 dias para começar a ter esse boom de procura por exames laboratoriais para a Covid e de internações”, afirmou Cimerman.

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