Fiscal da Vigilância Sanitária é preso cobrando propina de R$ 200

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A Polícia Civil prendeu um fiscal da Vigilância Sanitária do Rio suspeito de extorquir comerciantes da Penha, na Zona Norte do Rio. Sérgio Simões, de 67 anos, foi preso em flagrante na Taquara, na Zona Oeste, nesta terça-feira (24), com R$ 1.600 e uma lista de possíveis outras vítimas, segundo a corporação.

Imagens de uma câmera de segurança de um hortifruti na Rua Nicarágua mostraram a movimentação do suspeito e de um outro homem. Uma funcionária do estabelecimento afirmou que entregou R$ 200 aos dois. Ela disse que eles se apresentaram como funcionários da Vigilância Sanitária e ainda ameaçaram aplicar uma multa caso o valor não fosse pago.

De acordo com as investigações, o esquema dos fiscais começava com uma ligação para lojas para avisar sobre uma fiscalização no local e, por fim, cobravam entre R$ 200 e R$ 300 para não fazer a interdição.

O segundo suspeito, que não foi identificado, não foi localizado até a publicação desta reportagem.

A Vigilância Sanitária confirmou que os dois homens são fiscais, mas disse que eles estavam afastados por conta da pandemia do novo coronavírus. O órgão confirmou ao G1 a prisão de Sérgio Simões e afirmou que não compactua com a postura do fiscal preso.

O órgão destaca que conta com uma Resolução da Transparência, com mecanismos de segurança que permitem a confirmação dos fiscais da Vigilância Sanitária pelos comerciantes.

De acordo com a subsecretária de Vigilância Sanitária, Márcia Rollim, todos os fiscais só podem atuar usando colete com o nome e o número da matrícula bordados, além de crachá QR Code que remete ao site para a visualização da foto do fiscal e o seu campo de atuação. Além disso, todos os técnicos só podem atuar com o termo de visita sanitária, documento entregue no fim de cada fiscalização.

A Vigilância Sanitária lembra que não faz ligações ou anuncia fiscalizações, e solicita à população que denuncie à Central 1746 qualquer tentativa de golpe.

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