Sete suspeitos de integrar milícia que atua no Rio são presos

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Sete pessoas foram presas em uma operação contra a milícia que atua em Rio das Pedras e na Muzema, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira (8). Agentes da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio, visam cumprir 9 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

Taillon de Alcântara Pereira, suspeito de ser um dos chefes da quadrilha, foi preso em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes.

Ele é filho de um ex-policial militar, que atualmente está preso, e que foi citado na CPI das Milícias e expulso da polícia em 2008. Após a prisão do pai, quem assumiu a função de chefiar a milícia na região foi Taillon

De acordo com as investigações, a quadrilha explorava diversas atividades ilícitas, especialmente a exploração imobiliária clandestina na região. Segundo a denúncia, a prática criminosa representa um perigo para a sociedade, pois milhares de pessoas moram nessas construções irregulares, que não possuem qualquer espécie de controle ou garantia das obras.

“A investigação foi instaurada pouco antes do desabamento daqueles edifícios na Muzema. Então, quando esse fato trágico ocorreu, aportaram diversas denúncias anônimas na delegacia indicando partícipes, pessoas responsáveis por aquelas construções irregulares. Então, a investigação acabou focando um pouco na questão das construções irregulares”, explicou o promotor Marcelo Winter.

Em abril de de 2019, dois edifícios irregulares situados no Condomínio Figueiras desmoronaram na região da Muzema, deixando 24 pessoas mortas.