Colunista Lorena Serpa | Então finalmente chegou 2021, um ano esperados por todos, devido ao longo período turbulento que foi 2020, mas………

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Há algumas semanas li uma frase que dizia assim: não adianta manter velhos rituais, cumprir rigorosamente uma agenda se de fato não houver uma mudança, uma transformação interior e isso nos faz pensar que 2021 pode ser um ano de mudança e transformação, ou uma mera repetição de 2020, caso nada tenha mudado e sido transformado em nós como humanidade.

Iniciamos 2021 vendo uma humanidade de forma geral totalmente desumana. Vimos a virada de ano com aglomerações a superlotações nas cidades litorâneas, mesmo com os municípios cancelando todo tipo de festividade. As autoridades municipais apreendendo material de festa nas areias das praias, em carros que viraram “casas de shows”, simplesmente porque a vida do outro não importa.

O sistema de saúde colapsado, sem medicamentos, sem médicos. Vale ressaltar que os profissionais da saúde se encontram exaustos e ainda há uma grande parcela sem o pagamento devido de sua prestação de serviço. Vemos pessoas indo para os postos de saúde em busca de ajuda e permanecerem ali por horas e horas e no final ouvirem que não há médicos para atender, que não há testes para serem feitos porque simplesmente acabou e os responsáveis não fizerem uma logística funcional e humana, pessoas que voltam para suas casas desesperançadas, com medo e achando que é o fim. Os que possuem algum recurso financeiro ou formas de conseguir algum recurso buscam alternativas privadas superfaturadas, mas aqueles que não possuem, simplesmente ficam à mingua.

Pessoas mais preocupadas em espalhar fofocas do que ajudar ao próximo que se encontra num momento desesperador: pessoal, emocional, familiar e profissional.

Olhamos para o processo eleitoral municipal e vemos as mesas caras assentando-se nas cadeiras do legislativo e nos perguntamos: será que dessa vez esses senhores olharam para as pessoas como seres humanos? Será que dessa vez esses senhores defenderam os direitos dos cidadãos e não seus próprios bolsos? Uma infinidade de indagações salta a nossa mente.

Olhamos ao redor e vemos tantas e tantas pessoas lutando e defendendo causas que se quer conhecem, sabem sua origem, o porquê de existirem e o que de fato defendem, se esquecendo de lutar por causas honrosas como a dignidade de PESSOAS sejam elas quem for.

Nós precisamos sempre desejar a transformação genuína do ser, a fim de que esse se torne sua melhor “versão” de solidariedade, de ser humano, de coletividade, de ombridade, e de senso de justiça, precisamos sempre pensar positivamente que há esperança para a humanidade que se encontra perdida em sua desumanidade.

Fica aqui um desafio para todos nós nesse início de 2021, que haja uma mudança, uma transformação em nosso interior genuína e não uma mera aparência de mudança, caso contrário, seremos meras repetições de nós mesmos, caminhando em círculos sem fim.

“Nada acontece, até que algo mude dentro de nós”

Lorena Serpa

Pedagoga

Especialista em MBA Gestão Empresarial

Estudante de Psicopedagogia Clínica e

Psicologia Social