PF prende quatro desembargadores e mira advogados ligados a Wilson Witzel governador afastado

Grupo é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Agentes ainda tentam cumprir 26 mandados de busca e apreensão na Operação Mais Valia

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RIO – A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), do Rio de Janeiro, narrando a existência de um esquema de corrupção que desviou recursos destinados ao pagamento do salário de trabalhadores da saúde do Estado do Rio e arrecadou propina junto a empresas de ônibus. Segundo a PGR, houve o pagamento de R$ 8,5 milhões de propina aos desembargadores, ao grupo do governador do Rio Wilson Witzel (PSC) e a advogados envolvidos no caso.

Nesta terça-feira, a Polícia Federal e a PGR cumpriram 11 mandados de prisão preventiva, incluindo os quatro desembargadores, e 26 mandados de busca e apreensão no caso. Em conjunto com a operação, deflagrada para a obtenção de mais provas, a PGR já apresentou denúncia ao STJ a respeito do esquema.

Foram denunciados sob acusação de corrupção e outros crimes os desembargadores do TRT-1 Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins (ex-presidente do TRT), Fernando Antonio Zorzenon da Silva (ex-presidente do TRT) e Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues. Entre os denunciados também estão Wilson Witzel, Pastor Everaldo, o empresário Mario Peixoto e advogados envolvidos no esquema.

A denúncia narra que, entre março e agosto de 2020, os desembargadores do TRT Marcos Pinto da Cruz e José da Fonseca Martins Junior, à época presidente do tribunal, em conjunto com o juiz do trabalho Múcio Nascimento Borges e com o governador do Rio Wilson Witzel, desviaram R$ 752 mil pagos pelo governo do Rio à organização social Pró-Saúde que deveriam ser usados para pagar salários dos trabalhadores da Saúde do Rio.

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