Contaminação pela COVID cresce 33% em Cabo Frio e número de mortes 41%

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CABO FRIO – A contaminação pelo novo coronavírus tem encontrado na falta de ações do governo municipal de Cabo Frio e na irresponsabilidade de quem insiste em desrespeitar as medidas de distanciamento social e evitar aglomerações, terreno fértil não só para propagação do vírus mas, também, para o aumento do número de mortes.

Um levantamento mostra que o número de infectados pelo novo coronavírus, de janeiro até esta quinta-feira (4), teve um crescimento de 33,83%. No dia 1º de janeiro, a cidade contabilizava 4.959 casos desde o início da pandemia. O boletim da secretaria de Saúde divulgado no início da tarde revela que hoje os infectados pelo COVID somam, 7.495.

O número de mortes em Cabo Frio, nos últimos dois meses, provocada pelo novo coronavírus, é assustador. O crescimento é de 41.22%. A COVID tinha matado até o dia 1º de janeiro 211 pessoas. Hoje são 359 mortos vítimas da doença.

O governo José Bonifácio não conseguiu adotar medidas eficazes para frear o avanço da contaminação na cidade. O réveillon na Praia do Forte foi apenas uma amostra do que seria o restante do verão, marcado pelo descontrole, praias lotadas e festas clandestinas por toda a cidade.

O Gabinete de Soluções criado pelo prefeito com a participação de empresários do trade turístico e até proprietários de escolas particulares levou o prefeito a flexibilizar as medidas contra a propagação do coronavírus e ignorar os números da pandemia na cidade.

Cabo Frio foi a única cidade da região que não editou um decreto específico para o Carnaval. A cidade extinguiu as barreiras sanitárias, não fiscaliza o uso de máscaras e ainda permitiu o retorna as aulas presenciais nas instituição privadas de ensino. Nem todas as instituições, entretanto, diante do agravamento da pandemia, abriu as portas.

José Bonifácio anunciou, esta semana, a uma rádio da região, que vai adotar novas medidas de flexibilização. Ele vai liberar, através de decreto, a retomadas das aulas presenciais na Rede Estadual de ensino e liberar as férias e licenças-prêmio para os servidores da saúde e de atividades consideradas essenciais que estavam suspensas desde março do ano passado. O governo de

Cabo Frio também não deve aderir ao consórcio de prefeitos para compra de vacinas. José Bonifácio diz que a vacina é responsabilidade de do SUS e a compra paralela por municípios deve agravar o problema. O prefeito Cabofriense defende que os prefeitos se unam para pressionar o Governo Federal e o Ministério da Saúde a comprar mais vacinas.

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