Governo Presente | Cláudio Castro defende parcerias para o desenvolvimento do estado

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A missão do Governo do Rio de Janeiro para incentivar novos negócios e gerar empregos no estado é investir em infraestrutura e melhorar a legislação tributária. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (05/03) pelo governador em exercício Cláudio Castro, durante visita ao Porto de Itaguaí, no quarto dia do Governo Presente na Baixada Fluminense. Em encontro com empresários, investidores, trabalhadores do local e representantes do município, Castro destacou também as parcerias entre os setores público e privado como ferramentas para o desenvolvimento.

 – Não tenho dúvida nenhuma que, para gerar desenvolvimento aqui no Porto, precisamos melhorar a infraestrutura, incentivar negócios com uma legislação tributária mais simples. São ações que a gente vai fazer para criar empregos. Além disso, se nós conseguirmos caminhar para o lado do diálogo, não tenho dúvida que o nosso estado vai longe – disse ele, que se mostrou surpreso ao saber que foi o primeiro governador a visitar o terminal portuário de Itaguaí.

Atualmente, 55,8% da produção nacional de gás natural é proveniente do Rio de Janeiro. Por isso, o Porto de Itaguaí poderá se tornar um dos polos de escoamento dessa produção.

– A perspectiva é de um crescimento ainda mais significativo da produção de gás nos próximos anos, principalmente nos campos do pré-sal. Temos dois grandes desafios, o escoamento da produção e a monetização do grande volume que será produzido, preferencialmente através da chegada de novas indústrias, gerando emprego e renda para a população de nosso estado e aquecendo a cadeia econômica local – afirmou Cláudio Castro.

O governador em exercício lembrou que o Plano Indicativo de Processamento e Escoamento de Gás Natural (PIPE) da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) inclui dentre as alternativas para escoamento de gás, duas rotas (4B e 5C) de gasodutos cujos destinos são o Porto de Itaguaí.

– Com localização estratégica, o Porto de Itaguaí já se destaca nacionalmente e internacionalmente como o porto público que mais movimenta minério de ferro no Brasil. O gás ampliará a importância de Itaguaí na economia do Rio de Janeiro, tornando o porto um dos principais polos para escoamento da produção do pré-sal – explicou.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Leonardo Soares, o escoamento da produção do gás do pré-sal, via Porto de Itaguaí, vai requalificar e expandir as competências logísticas do local e acelerar a implantação de novas empresas e indústrias no seu entorno.

– Será possível desenvolver operações e serviços para o setor de óleo e gás. Dentre as atividades já mapeadas, podemos citar, por exemplo, serviços de apoio offshore, transbordo de petróleo e armazenagem e logística de petróleo e derivados, dentre outras – enumerou.

Leonardo Soares destacou que, por determinação do governador em exercício, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico vem buscando caminhos para a monetização do gás natural do pré-sal.

– Com a aprovação da Lei do Gás pela Câmara dos Deputados, passaremos a realizar, de forma mais intensiva, road shows com empresas e investidores nacionais e internacionais, para atrair indústrias de vários setores para o estado – anunciou.

Levantamento da Firjan indica que a aprovação da Lei do Gás pode destravar, nos próximos anos, cerca de R$ 45 bilhões em investimentos em atividades que vão desde o escoamento até o consumo final do gás em plantas industriais no Estado do Rio.

– O gás natural é o chamado combustível da transição energética. Ele representa uma oportunidade concreta de reindustrialização do Rio de Janeiro, a partir da possibilidade de instalação, no Estado, de empreendimentos modernos e de consumo energético intensivo, como petroquímicas, indústria de fertilizantes e enriquecimento de minério, entre outras. Precisamos aproveitar essa janela de oportunidade – concluiu Leonardo.

As rotas previstas

A Rota 4B ligaria o polo de produção do pré-sal na Bacia de Santos ao Porto de Itaguaí. Já a Rota 5C ligaria o polo de produção do pré-sal na Bacia de Campos ao Porto de Itaguaí.