Menina de 10 anos revela, em desenhos e cartas, ter sido estuprada pelo padrasto

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Uma menina de 10 anos revelou, por meio de desenhos e cartas, ter sido vítima de estupros pelo padrasto dentro de casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ciente do conteúdo, a mãe dela denunciou o caso à Polícia Civil, que prendeu o suspeito nesta quinta-feira, dia 4.

— Ela falou (na carta) que não aguentava mais — informou o delegado Willians Batista, responsável pela investigação. — Que ele constantemente passava as mãos mas partes íntimas dela e que da última vez tinha chegado até a machucar.

O laudo médico constatou, de acordo com o delegado, a existência de lesões compatíveis com violência sexual.

— O desenho era de uma figura grande, como se fosse um adulto, passando a mão no desenho de uma criança pequena, nas partes íntimas da criança — descreveu ele.

Segundo a 58ª DP (Posse), o padrasto foi preso por meio de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. As investigações indicam que ele tenha estuprado a criança ao longo de, pelo menos, um ano, na residência onde vive a família, incluindo duas filhas do casal. Os crimes teriam acontecido enquanto a mãe da vítima não estava presente. O acusado também ameaçava a menina caso contasse a alguém sobre os abusos.

Inicialmente, a menina foi encaminhada para realização de exame no Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, o fato foi comunicado ao Conselho Tutelar, que passou a acompanhar a família.

— A criança, na medida do possível, está bem — afirmou Batista. — Está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar e não estão mais morando no mesmo local. O Conselho Tutelar, não só pela situação, mas pela insalubridade do local em que elas residiam, conseguiu tirá-las de lá e, até a última informação que eu tive, estão em um abrigo.

Em novo depoimento na delegacia, a mãe revelou que também foi vítima de violência sexual, psicológica e física durante o período de convívio com o autor.

“Foi apurado, ainda, que o acusado costumava ameaçar a esposa e os demais membros da família com uma arma de fogo. Diante do exposto, tendo em vista o grande risco que as vítimas corriam, foi pedida a prisão do autor, que foi deferida pela Justiça. Ele já possuía histórico criminal por violência doméstica”, acrescentou o titular da 58ª DP, em um comunicado.