No primeiro dia de lockdown, movimento é grande nas ruas de Juiz de Fora, prefeita ira acionar a policia para quem estiver nas ruas

Algumas lojas não essenciais estão abertas no município. Leitores relatam desconhecer o que pode ou não funcionar a partir desta segunda-feira

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JUIZ DE FORA – No primeiro dia após o lockdown ser decretado em Juiz de Fora, o centro da cidade amanheceu movimentado. Por volta de 8h desta segunda-feira (8), diversas pessoas circulavam pelo calçadão da Rua Halfeld e pelas ruas paralelas.

Na tarde de domingo (7), a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) publicou o decreto que suspende o funcionamento de todas as atividades no âmbito municipal. Apenas serviços considerados essenciais, como supermercados, farmácias e atendimentos de saúde, podem funcionar. A medida foi anunciada pela prefeita Margarida Salomão (PT) em coletiva de imprensa convocada em caráter emergencial neste domingo.

Como havia sido explicado pela administração municipal, o sistema bancário deverá funcionar em horário estendido e sem filas nas portas das agências. A frota de ônibus terá de circular com 100% dos carros e será proibido que passageiros trafeguem de pé. Entretanto, já há relatos de desobediências.

A reportagem já flagrou em funcionamento lanchonetes – com consumo interno -, lojas de materiais de construção e autopeças, além de oficinas mecânicas, floriculturas, óticas e lojas de bijuterias e outros utensílios. Também foram flagrados diversos ambulantes circulando nas ruas centrais, atividade não prevista no decreto municipal. No princípio desta manhã, a fiscalização da PJF foi vista circulando pelo Centro e ordenando o fechamento de alguns estabelecimentos.

Também há dúvidas sobre outras atividades que, na teoria, são imprescindíveis, mas não constam no decreto como permitidas para funcionar. Entre elas, estão os postos de combustíveis e as borracharias.

Falta de informação

Pelo que foi observado pela reportagem, ainda há certa dúvida entre comerciantes e populares com relação ao que é permitido e o que não pode funcionar neste primeiro dia de restrições mais severas. O marceneiro Renato Araújo da Silva é um dos populares que circulam pelas vias centrais durante a manhã de lockdown. Ele mostrou insatisfação com a falta de informação. “Eu tinha que ir na UAI (Unidade de Atendimento Integrado) no Shopping Jardim Norte, mas só descobri depois que não ia funcionar. Como não vou trabalhar, eu vim ao Centro para comprar uma coisa e agora vou para casa”, justifica.

Fonte: Tribuna de Minas