Operação mira acusados de lavagem de dinheiro e movimentação de recursos ilegais do miliciano Adriano da Nóbrega

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), do Ministério Público do Rio de Janeiro, fazem, nesta segunda-feira a Operação Gárgula. O objetivo é cumprir três mandados de prisão e 27 de busca e apreensão contra a organização criminosa responsável pela movimentação financeira e lavagem de dinheiro do miliciano Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) morto na Bahia em fevereiro do ano passado.

Os mandados são cumpridos em endereços na capital, em Niterói, na Região Metropolitana, e em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Uma pessoa foi presa. Já houve apreensão de R$ 75 mil de dois carros, um Merdedes Benz e um Corolla.

Nove pessoas, entre elas um sargento e um soldado da Polícia Militar, foram denunciadas à Justiça por crimes de associação criminosa, agiotagem e lavagem de dinheiro. A Justiça deferiu ainda o pedido do MP para o sequestro do Haras Fazenda Modelo, de automóveis e para o bloqueio de R$ 8,4 milhões, correspondentes ao valor mínimo constatado em movimentações pelos criminosos.

A operação desta segunda é um desdobramento das investigações que culminaram na Operação Intocáveis I, contra integrantes da milícia de Rio das Pedras, comunidade na Zona Oeste do Rio. O chefe do grupo paramilitar era Adriano da Nóbrega, diz o Ministério Público. O ex-PM também exercia forte influência sobre um grupo de matadores de aluguel. Desta vez, os denunciados são integrantes da rede de apoio de Adriano da Nóbrega, responsáveis por lavar o dinheiro que ele ganhava com os crimes cometidos, informou o MP.