300 mil mortes por Covid-19 no Brasil: país atinge marca após ano de táticas fracassadas

No período mais grave da pandemia, país vive com situações críticas de estado com risco de escassez de medicamentos do "kit intubação" e de oxigênio

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Após mais de um ano desde o início da pandemia do coronavírus, o Brasil atingiu mais uma triste marca nesta quarta-feira. O país chegou a 300 mil vidas perdidas decorrentes da infecção da covid-19. Monitoramento independente do consórcio de veículos de imprensa indicou que o Brasil já tem 300.015 pessoas mortas pela doença até as 16h40 desta quarta.

O número se confirma no período mais grave da pandemia no país, com a maior taxa de contaminações desde o ano passado, estados enfrentam com falta de oxigênio, com o risco da escassez de medicamentos para o chamado “kit intubação” e filas para leitos de UTI. Junto a isso, o governo federal desestimula a adoção de medidas mais duras para conter o vírus e Bolsonaro chegou a entrar na Justiça para desobrigar estados que restringissem suas atividades não essenciais. Além disso, o país lida com novas variantes da Covid-19, que apresentam maior poder de contágio.

Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou que era contrário às medidas de isolamento e distanciamento social. Bolsonaro deu declarações que não eram recomendadas pelas principais instituições mundiais sanitárias, como a falta de necessidade do uso de máscara, colocou em dúvida a gravidade da doença, chamando-a de “gripezinha” e ironizando as mortes “falando que não era coveiro” e, ainda, estimulou e promoveu aglomerações.O Ministério da Saúde não elaborou um plano contra à Covid-19. Até o momento, o governo federal não conseguiu articular medidas em conjunto com estados e municípios para a criação de um plano nacional de combate à pandemia e de imunização, assim que as primeiras doses foram chegando ao Brasil. O governo federal preferiu entrar em um atrito com governadores e prefeitos quando as medidas estipuladas por esses grupos não vinham de encontro com a posição do Planalto.

Durante a gestão do primeiro dos quatro ministros da Saúde durante a pandemia, Luiz Henrique Mandetta, a pasta da Saúde chegou a defender o isolamento social. Porém, o governo federal passou a agir contra qualquer medida restritiva, o que, segundo os especialistas, ajudou a disseminar o vírus. Bolsonaro criticou duramente o fechamento temporário de setores não essenciais.

Além disso, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo apostou em medicamentos que a ciência já havia demonstrado que são ineficazes contra o coronavírus, como a hidroxicloroquina e ivermectina. Bolsonaro afirmou que não iria tomar a vacina. Ele chegou a ironizar falando que quem tomasse viraria “jacaré”.

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