Colunista Lorena Serpa | Mudanças – Parte 2

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Dando continuidade a nossa reflexão sobre Mudanças e pensando sobre os vilões para que aconteça a mudança em nossa vida, onde descrevemos que o primeiro vilão é a falta do autoconhecimento, o não entendermos nossos sentimentos, emoções e reações e o porquê de fazermos certas coisas, hoje nós iremos falar sobre o segundo vilão para essa mudança, a ARROGÂNCIA.

Segundo o dicionário, a palavra ARROGÂNCIA tem por significado: Prepotência; atitude de quem se sente superior aos demais ou da pessoa que assume um comportamento prepotente, desprezando os outros. Tendo ainda como sinônimo: estupidez, presunção, ousadia, altivez, empáfia, descortesia, rudeza e desconsideração.

A ARROGÂNCIA sorrateiramente nos impede de virar o espelho para nós mesmos e identificarmos aquilo que está desencaixado precisando ser colocado no lugar, limpo, lubrificado ou até mesmo substituindo.

A ARROGÂNCIA rouba de nós nossa capacidade de sentir e ser, muitas das vezes, ela nos torna frios e rodeia-nos por uma imensa muralha de auto proteção, pois a ARROGÂNCIA tem por raiz o MEDO.

Construímos paredes para evitar ser vulneráveis. Queremos nos proteger.

Na maioria das vezes, a arrogância é usada para encobrir o medo de não sermos realmente dignos, de não estarmos à altura.

É o medo “virado de cabeça para baixo” e disfarçado de superioridade.

Pessoas arrogantes não querem admitir para si mesmas que são imperfeitas, nem querem que outros descubram isso.

Raramente se desculpam por seus erros. Elas precisam evitar o constrangimento e a humilhação, porque essas coisas evidentemente mostram seus defeitos.

Quando somos criados com a sensação de que nunca podemos agradar a nossos pais, isso cria uma lacuna em nosso senso de segurança. Em um nível profundo, sentimo-nos constantemente ameaçados, porque aqueles que atendem às nossas necessidades básicas podem decidir não cuidar de nós. A vida parece insegura e, à medida que crescemos, na adolescência e na idade adulta, a arrogância se torna a maneira de o ego de tentar nos proteger desse sentimento potencialmente devastador. Com Arrogância, para evitar o sentimento de rejeição, fingimos não nos importar com o que os outros pensam. Fingimos que somos melhores do que todos ao nosso redor, de modo que qualquer julgamento que eles possam ter contra nós não seja demonstrado como um golpe em nossa autossuficiência. Dizemos a nós mesmos que os outros não importam, que eles não sabem o que sabemos, não “chegam aos pés” do nosso conhecimento, status, beleza, experiência etc.

“Finja até conseguir”, eles nos disseram. O que causa um grande problema.

Fingir ser confiante leva você a tentar viver de acordo com noções irreais do que pode ser a confiança, sem nunca se perguntar o que a confiança real e natural é.

Como vencer a Arrogância?

  1. Aprenda a ter bom humor – Quando você zomba de seus defeitos, deixa de lado a necessidade de parecer perfeito na frente das outras pessoas.
  2. Reconheça seus pontos fracos – Sinta-se orgulhoso de estar em desenvolvimento. Admita seus erros. Tomar a responsabilidade por suas ações o torna livre. Quando você para de culpar os outros, para de fingir que é melhor do que todo mundo.
  3. Aceite a si mesmo, ao invés de procurar a aceitação alheia – Medite, dê um passeio, escreva suas realizações em um diário ou simplesmente reserve um tempo para apreciar sua própria companhia. Quando você se sente bem por estar sozinho, o desejo de ser apreciado pelos outros diminui. Procure sua própria aceitação, e não a dos outros.
  4. Desenvolva a tolerância e a calma – Se você é crítico demais com suas realizações, nunca se sentirá satisfeito. Acalme-se. Aprenda a se tratar com respeito. Evite comparar-se com os outros. Não sinta um fracasso quando você falhar. Aprenda com seus erros.
  5. Para de tentar ter o controle de tudo – o jogo do controle absoluto, não há ganhadores!

E por último e não menos importante: A humildade é o único remédio para a arrogância. Em vez de se considerar sábio aos seus próprios olhos, seja humilde e esteja disposto a aprender com as outras pessoas. Tente se dedicar a ajudar os mais fracos, mais pobres ou mais jovens que você. Perdoar aqueles que o prejudicaram ou lhe fizeram mal também é um passo. Além disso, sempre presuma o melhor das pessoas.

 

Na próxima semana falaremos sobre o terceiro grande vilão para a mudança, não perca!

Deixo aqui mais uma tarefa para você fazer durante essa semana: “quem é você hoje e quem você quer ser amanhã? Descreva seus pontos fracos/ameaças e seus pontos fortes/potencialidades”

Lorena Serpa

Pedagoga

Especialista em MBA Gestão Empresarial

Estudante de Psicopedagogia Clínica

CEO da Palô Expandindo Potencialidades

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