Witzel afirma não ter como pagar advogados e manobra para tentar adiar sessão, mas tribunal nega

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O Tribunal Misto que julga o processo de impeachment do governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), rejeitou o adiamento do depoimento do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que delatou o suposto esquema de corrupção na área. Witzel comunicou no início da sessão que estava destituindo todos os seus advogados por discordâncias sobre a linha adotada pela defesa na oitiva de Edmar.

Diante desse fato, pediu um prazo de 20 dias para nomear um novo defensor. Após votação, os dez membros do tribunal misto negaram o pedido.

Witzel alegou também ter dificuldades para pagar pelos advogados neste e em outros processos que responde: “Isso exaure não só emocionalmente, mas também financeiramente.

Se eu tiver que pagar os advogados para me defender em mais de 20 ações populares e em um processo de impeachment, além de no STJ quatro denúncias contra mim, será impossível”, afirmou.

A atitude foi interpretada como uma manobra por parte dos membros do tribunal, que criticaram o governador afastado. O desembargador José Carlos Maldonado de Carvalho se mostrou indignado com a atitude.

“A medida é totalmente impertinente, diria até procrastinatória. É a segunda vez que a testemunha comparece a este tribunal, por requerimento único da defesa”, criticou.

Diante da polêmica, um advogado foi nomeado pelo tribunal para representar Witzel durante a sessão. A audiência foi suspenso por 40 minutos para que o governador afastado converse com o novo defensor.

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