Força-Tarefa prende chefe de grupos de milicianos que agem na Baixada Fluminense

Quatorze pessoas foram presas em ação do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), incluindo Randhal Felipe de Oliveira, que atuava em Belford Roxo.

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BELFORD ROXO – A equipe da Delegacia de Polícia Interestadual – Divisão de Capturas (DC-Polinter) prendeu, na tarde desta sexta-feira (23/04), o chefe da organização criminosa que atua nas regiões de Nova Aurora, Xavante e São Francisco, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A ação é parte da Força-Tarefa de combate às milícias, que reúne unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Contra ele foi cumprido um mandado de prisão preventiva pelo crime de formação de milícia.

O bandido foi localizado após trabalho de inteligência e monitoramento, que durou cerca de três meses. As investigações demonstraram que, recentemente, o miliciano conhecido como “Danilo Tandera” enviou um fuzil ao criminoso para ajudá-lo a expandir seus domínios para bairros próximos. O fato foi confirmado pelo próprio bandido preso, que também gostava de se exibir nas redes sociais empunhando armas. Após a prisão ele foi encaminhado ao sistema penitenciário e ficará à disposição da Justiça.

As investigações indicaram que a milícia de Nova Aurora, cujo domínio se estende aos bairros Xavantes e São Francisco, é uma organização criminosa acusada por diversos delitos em Belford Roxo. Os milicianos extorquem comerciantes e exigem o pagamento semanal para que possam continuar trabalhando. Eles são acusados de comandar o comércio de água, gás, internet e transporte alternativo nas áreas onde atuam e praticar outros crimes, como tortura, roubos e homicídios. Os moradores também são obrigados a pagar pela chamada “taxa de segurança” bandidos.

Além do chefe do grupo de milicianos, policiais civis do DGPE prenderam 13 pessoas durante uma operação em São João de Meriti, Belford Roxo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, municípios da Baixada Fluminense. A ação teve como objetivo desarticular e combater as organizações criminosas que atuam nessas regiões, asfixiar fontes de renda e interromper comércios ilegais que geram lucro para os milicianos. 

Entre os crimes investigados estão:

  • cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia;
  • instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e de internet
  • armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água;
  • empresas de GNV ilegais;
  • parcelamento irregular de solo urbano;
  • exploração e construções irregulares, areais e outros crimes ambientais;
  • comercialização de produtos falsificados e contrabando
  • transporte alternativo irregular;
  • estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e utilizados para lavagem de dinheiro.