BOMBA | Caso Magdala pode esconder crime eleitoral em Cabo Frio

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CABO FRIO – A relação da campanha do prefeito de Cabo Frio, José Bonifácio com um empresário do segundo distrito, revelada pela vice-prefeita do município, Magdala Furtado, em áudio vazado semana passada nas redes sociais pode configurar crime eleitoral e caixa dois. O empresário Carlos Alberto Mazola, o Pezão, citado pela vice-prefeita na gravação, cobra a nomeação de, pelo menos. vinte pessoas do grupo dele, em troca da ajuda na campanha, apesar do nome do empresário não aparecer entre os doadores de campanha de José Bonifácio.

Pezão negou que tenha vazado o áudio da conversa com a vice-prefeita, semana passada, mas admitiu que passou a gravação para um amigo que não revelou o nome. Pezão explicou que decidiu repassar o áudio porque estava sendo muito pressionado e chegou a ser ameaçado por gente do grupo dele.

— Eu estava sendo muito pressionado e o pessoal estava me ameaçando porque achava que eu estou no governo, mas eu não estou no governo e entendo que política não se faz sozinho, comentou.
Ele admite também admitiu esperava, pelo menos, vinte vagas de emprego na prefeitura para integrantes do grupo político dele do Segundo Distrito em troca da ajuda na campanha.

A vice-prefeita, em entrevista a um site de Tamoios, no fim de semana, disse que se sentiu traída pelo empresário, mas confirmou a decepção com o governo do prefeito José Bonifácio por não conseguido empregar ninguém.
Pezão rebateu Magdala e disse que se houve traição partiu dela, ao não cumprir com o que prometeu. O empresário não soube precisar o montante do investimento na campanha de José Bonifácio no segundo distrito e disse que espera uma ligação da vice-prefeita e o cumprimento da promessa de campanha.

— Tudo o que eu fiz foi com dinheiro do meu bolso. Eu disse que precisa de vinte vagas e ela disse que era mole mas, depois, pra falar com ela eu tinha quase que implorar, contou Pezão.

A VERDADE PRECISAR EMERGIR DO MAR DE LAMA

O compromisso de qualquer governo com empresários deve ser baseado em projetos que gerem empregos e desenvolvimento e não em troca de favores pessoais.

A sociedade não suporta mais conviver com políticos que insistem em transformar cargos na prefeitura em moeda de troca. Esse toma-lá-dá-cá é o primeiro passo para a corrupção. É inaceitável quie políticos negociem, criminosamente, o que não lhes pertence, antes mesmo de chegar ao poder.

Cabo Frio tem afundado em sucessivas crises que tem imposto a nossa população infindáveis sacrifícios. Os servidores estão com salários atrasados; a saúde é um caos; as ruas continuam esburacadas por conta da irresponsabilidade dos nossos governantes. O áudio da vice-prefeita é, por si só, um escândalo que merecia dela um pedido público de desculpas, mas Magdala optou por posar de vítima traída, ao ser flagrada negociando cargos em troca de apoio com um empresário do abandonado Segundo Distrito, que nem hospital tem em meio a pandemia do novo coronavírus.

É crime a compra de votos. É preciso que o Ministério Público investigue se foi isso que ocorreu na campanha ou se a “ajuda”, que ainda não ficou clara, por parte do empresário teve como destino o famigerado Caixa 2. Ele diz que ajudou e a vice-prefeita confirma no áudio que não só ela mas José Bonifácio receberam ajuda de Pezão.

O áudio diz muito, mas muitas perguntas ainda estão no ar e precisam ser respondidas não só por Pezão e Magdala mas pelo próprio José Bonifácio, afinal, cargos e dinheiro público foram negociados. A verdade precisa emergir desse mar de lama e vir a tona.