Polícia divulga foto da mansão do traficante da Bahia preso em Cabo Frio, ele responde por mais de 40 homicídios.

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CABO FRIO – Robson Costa Uzêda da Silva, 38 anos, tem uma ficha extensa, ele foi preso na manhã de terça-feira (27, após uma operação da policia civil em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, em uma mansão de luxo.

Seus predicados, segundo a polícia, incluem chefe do tráfico da localidade do Brongo, em Brotas, e responsável por cerca de 40 homicídios – sendo acusado formalmente por quatro. “Indivíduo de alta nocividade”, disse um delegado. “Muito violento”. “Frio e calculista”.

De acordo com a policia civil, ele foi preso na Estrada do Guriri, por volta das 7h da manhã, a residência do mesmo foi cercada por vários policiais.

Robson Costa e sua esposa viviam uma vida de luxo em Cabo Frio e eram foragidos da policia da Bahia deste 2018.

Ainda de acordo com a policia civil dois carros forma apreendidos com os dois.

O traficante também é acusado de, junto com outros comparsas, atirar contra uma guarnição da 3ª  CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), que faziam rondas em Cajazeiras, em novembro de 2015. Na ação, os criminosos feriram um soldado PM.

Vida de luxo

Robson estava acostumado com uma vida de luxo. Antes de ser preso em 2017, morava em uma casa alugada, em um condomínio de classe média alta em Villas do Atlântico, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Eram quatro suítes, com direito a piscina privativa. Na internet, é possível encontrar imóveis nos mesmos moldes do que Robson estava vivendo sendo vendidos no mesmo condomínio por R$ 1 milhão. Além disso, gosta de carros importados.

Na prisão do ano passado, dirigia uma Toyota Hillux – que não estava em seu nome, mas a polícia acredita que tenha sido comprada por ele. Na casa de luxo, ficava com a atual mulher e a filha mais nova. Além disso, revezava o imóvel com estadias em hotéis, tentando despistar a polícia.

Era uma vida diferente da de sua mãe, moradora do Brongo. De acordo com a delegada Maria Dail, numa casa muito simples. Foi lá, na casa da progenitora, na Rua Padre Daniel Lisboa, que Robson foi preso, em 1º de junho de 2017. Tinha ido visitá-la e, na saída, foi surpreendido pela polícia, que já o investigava.

Ao CORREIO, à época, Robson negou tudo. Disse mesmo que tinha três filhas: meninas de 9, 2 e 1 ano e seis meses. Nenhuma moraria com ele – todas com as respectivas mães. Ele, por sua vez, disse que morava com a mãe. Negou qualquer envolvimento com o tráfico, bem como com os homicídios aos quais é acusado pela polícia.

Preso na blitz

Em 2017, a polícia cumpriu um mandado de prisão referente a um duplo homicídio em 2013, em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. Mas, em julho de 2016, Robson chegou a ser preso durante uma blitz de rotina da PM na Avenida Bonocô.

Na ocasião, o carro Gol onde ele estava foi parado por policiais militares. Robson estava com um quilo de maconha, R$ 1,3 mil e cinco celulares. Foi, então, encaminhado à Central de Flagrantes. No entanto, em setembro, foi solto. “Fiz relatório para ele continuar porque ele era perigoso, mas ele saiu, mesmo com mandado de prisão em aberto. Foi uma falha”, lamentou a delegada.

O diretor-adjunto do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), Giovanni Nascimento, reforçou que Robson deveria continuar preso. “Ele é um indivíduo do tráfico de drogas, por isso é de muita nocividade, além de praticar homicídios e ser mandante de homicídios. Um indivíduo desses não tem condições de permanecer junto a sociedade porque a vida dele é junto ao crime”, pontuou, durante apresentação em 2017. 

Robson é acusado de matar, em 2013, José Henrique Santos Oliveira, Ramon Souza Santos e Alexandre Fernandes de Badaró da Silva, em Salvador. Também em 2013, a polícia afirma que ele assassinou Jeferson Nixon Sousa dos Santos, em Vera Cruz.