Polícia Civil íntima donos da Oregan Trader a irem prestar esclarecimentos sobre suposta atividade de pirâmide financeira

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Bem-vindo ao Brasil, país campeão em índices recordes de fraudes. Em se tratando de mercado financeiro os índices são ainda mais altos. O mercado em muita ascendência nos últimos três anos são os relacionados aos de criptoativos. Estudo recente afirma que aproximadamente 65% das empresas, escritórios ou mesmo pessoa física que oferecem Criptoativos dentro de um portfólio de investimentos são fraudes. Essas supramencionadas fraudes são, em sua grande maioria, empresas que de fato não possuem sequer o produto anunciado ou operações de mercado realizadas.

Essas pseudos empresas de investimento, se enquadram em sua grande maioria nas empresas que praticam crimes contra a economia popular, comumente conhecidos como pirâmides financeiras. As pirâmides financeiras possuem vida útil curta, com práticas fraudulentas pelo período de seis meses, um ano, ou até dois anos, mas nunca além deste prazo.

Contudo, dentre as empresas que de fato operam no mercado financeiro ou sustentem um produto sério, ainda assim existem aquelas que de forma extravagante, não observam o item proibitivo da instrução normativa 400 da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil. Tal diploma normativo externa em seu texto, dentre outros, a proibição de qualquer oferta pública de contrato de investimento coletivo, sejam elas: anúncios de seu produto em plataformas digitais como Facebook, Instagram, WhatsApp, ou qualquer outra rede social, e ainda anúncios em TV, rádio, ou ainda vídeos e lives na plataforma YouTube.

A empresa Oregon, situada na cidade de Cabo Frio, ha alguns meses vem praticando todas as atividades veementemente e expressamente proibidas pela CVM. Além dos itens proibitivos pela Comissão a empresa estaria ofertando ao público retornos estratosféricos acima de 15% em ativos que não possuem oscilações nem qualquer características operacionais que justifiquem esta rentabilidade, tornando-se de plano, impossível sustentabilidade do negócio proposto, seja em operações de mini índice, mini dólar, mercado futuro ou forex.

A operação das autoridades policiais e Ministério Público realizadas nesta data possuem o escopo de averiguar ou de fato constatar que a empresa Oregon estaria praticando tais ilícitos. Os envolvidos representantes da empresa Oregon estarão respondendo a inquérito policial, sendo preservados os princípios do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. O mercado de criptaativos, com sua volatilidade utópica, já se consolidou como uma excelente alternativa de rentabilidade e investimentos, contudo, já se provou que não se trata de um mercado para amadores.

Na quarta-feira (28) policiais federais apreenderam cerca R$ 7 milhões em Búzios.
O dinheiro estava em três malas de viagem e seria levado de helicóptero para São Paulo por um casal que afirmou trabalhar em uma empresa especializada em criptoativos com sede em Cabo Frio/RJ e em outras cidades do Brasil. Acredita-se que seja a mesma empresa alvo da operação desta sexta.