Cláudio Castro toma posse como Governador do Rio, após Impeachment de Witzel ‘Não há futuro sem uma gestão austera’diz Castro

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Com uma hora e 15 minutos de atraso teve início a cerimônia de posse de Cláudio Castro em definitivo como governador do estado do Rio de Janeiro. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado estadual André Cecilliano (PT), deu início à cerimônia com a composição da mesa diretora da Casa. Por fim, ele convocou Castro à mesa e o recebeu com um abraço. Na sequência foi pedido a todos os presentes um minuto de silêncio em homenagem às vitimas da Covid-19 no país. Castro salientou ser o início de um governo de diálogo.

Após ser empossado, às 11h35, Castro fez um breve discurso. Sem máscara, e afastado dos demais presentes na Casa, após os cumprimentos, o governador pediu por mais um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da Covid-19. O discurso então teve início com agradecimento à família. No texto, disse acreditar na ciência para combater a pandemia, no qual disse estar numa terceira onda no Rio, destacou ainda o planejamento econômico e de segurança pública.

— Não há futuro sem uma gestão austera, comprometida com as contas públicas. Continuaremos com a recuperação fiscal, vamos melhorar os serviços públicos, devolvendo a confiança a quem quer investir no estado. Seremos um governo de diálogo que vai olhar dia e noite por quem precisa — disse o governador recém-empossado.

Secretarias

Entre os deputados havia a certeza de mudanças no secretariado, embora não houvesse confirmação de nomes. Antes da cerimônia, políticos andavam de mesa em mesa em busca de nomes ou dicas entre os colegas, mas sem confirmações.

O discurso do governador em tom conciliador com a Alerj fez a especulação aumentar, o que levou os presentes, após a cerimônia, a buscar cumprimentas Cláudio Castro. Durante a entrevista para a TV Globo, muitos ainda aguardavam para tentar falar com o governador. Com isso, as conversas sobre novas chances no secretariado corriam soltas pelos corredores.

Sobre a expectativa de anúncio de trocas no secretariado, o governador falou ao “RJ TV”, da TV Globo, que está estudando se haverá mudanças no quadro:

— Desde o dia 28 de agosto todos os secretários são do Cláudio Castro, os que ficaram porque a gente entendeu. É um pensamento fazer uma reforma. Não sei quem seriam e quantos seriam. Pensamento natural até porque virou o ano e eu acabei não fazendo. Cada vez que o ciclo vai se alterando essa é uma normalidade. Vai ser decidido com a minha equipe — disse Castro, que destacou não esperar indicações por parte da família Bolsonaro, como o senador Flávio, que ontem compareceu ao leilão da Cedae, em São Paulo, que ainda teve o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Atraso na cerimônia

Marcada para as 10h deste sábado, dia 1º, a posse de Cláudio Castro como governador do estado do Rio de Janeiro atrasou. No horário marcado para início da cerimônia, o plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) permanecia vazio.

Na entrada da Casa, muitos deputados, secretários e autoridades se aglomeravam para o esperado cumprimento assim que Castro chegasse. Mas, à medida que o governador se atrasava, mais e mais políticos se juntavam no local, sem respeitar o distanciamento social.