Policia Civil diz que vereador do Rio Jairinho chegou a torturar uma menina de 5 anos em possível motel nua.

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Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, sae da Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca(16ªDP) após prestar depoimento sobre a morte do menido de 4 anos.

Um lugar com a parede escura, com uma cama, TV, banheiro, piscina do lado de fora. Para entrar, era necessário abaixar a cabeça dentro do carro. Assim a menor K.; que na época tinha entre 3 e 5 anos de idade, descreveu aos policiais da Dcav (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima) um dos locais em que foi levada, sozinha, por Jairo Souza, o Dr. Jairinho. Nesse quarto, a possível descrição de um motel, K. disse que foi obrigada a ficar nua, entrar debaixo do chuveiro, e teve sua cabeça batida contra a quina da parede por diversas vezes por Jairinho, que vestia apenas uma sunga. Segundo a menina, não houve abuso sexual.

No relato, realizado no último dia 23 de abril, a jovem, agora com 13 anos, relembrou diversas agressões que Jairinho teria praticado entre os anos de 2010 a 2013, inclusive uma que resultou em um braço engessado. Na época, Jairinho namorava N., sua mãe, que tinha 19 anos. A narrativa consta no relatório policial enviado ao Ministério Público, na sexta-feira.

As informações foram obtido com exclusividade pelo Jornal O DIA. A promotora do caso, Eliza Fraga, denunciou Jairinho por tortura majorada, no mesmo dia.

O depoimento foi cedido a um policial especializado, de acordo com a Lei Federal 13.341/2017. Nele, foi usado o método ‘Peace’, que é um interrogatório humanizado e possui os seguintes fundamentos: “evitar perguntas sugestivas, utilização de perguntas abertas, permitir o relato livre e espontâneo, tratar o entrevistado com cordialidade e estabelecer confiança”, diz trecho do documento.

O relatório, de 67 páginas, não possui a transcrição do depoimento de K., mas destaca em curtas frases o que a jovem contou na especializada. “Ele me batia; me afogava; falava que eu atrapalhava ele e a minha mãe; batia com a minha cabeça nos lugares; me chutava; me afogava assim, por cima; torcia o meu braço; me levava para os lugares, lá ele me batia”, escreveu um agente, sobre as agressões relatadas.