RIO DO TERROR | 25 pessoas mortas durante operação da civil no Rio são identificados em IML; confira lista

Comissão da OAB colheu nomes com parentes no IML

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No IML, OAB acompanha famílias de vítimas do Jacarezinho Foto: Fabiano Rocha

RIO – Os jovens mortos na operação de quinta-feira (6) no Jacarezinho, Zona Norte de Rio, estão sendo reconhecidos na manhã desta sexta-feira no Instituto Médico-Legal, no Centro do Rio. Uma equipe da OAB-RJ colheu os dados de boa parte deles. Confira lista abaixo. Entre os 25 mortos, um era policial civil. André Frias será enterrado em Sulacap na tarde desta quinta. Os demais 24 jovens são tratados como criminosos pela Polícia Civil.

Veja quem são as vítimas identificadas pela OAB:

1. Raul Barreto de Araujo, 19 anos
2. Romulo Oliveira Lucio, 20 anos
3. Mauricio Ferreira da Silva, 27 anos
4. Jhonatan araujo da Silva, 18 anos
5. John Jefferson Mendes Rufino da Silva, 30 anos
6. Wagner Luis de Magalhaes Fagundes, 38 anos
7. Richard Gabriel da Silva Ferreira, 23 anos
8. Marcio da Silva, 43 anos
9. Francisco Fabio Dias Araujo Chaves, 25 anos
10. Toni da Conceição, 30 anos
11. Isaac Pinheiro de Oliveira, 22 anos
12. Cleiton da Silva de Freitas Lima, 27 anos
13. Marcio Manoel da Silva, 31 anos
14. Jorge Jonas do Carmo, 31 anos

Pela reportagem do Rlagos:

15. Carlos Ivan Avelino Costa Junior, 32
16. Nathan de Almeida

Nesta sexta-feira, a PM reforçou o patrulhamento nos acessos ao Jacarezinho. Moradores realizaram uma manifestação na Cidade da Polícia e em um dos acessos da comunidade, na Avenida Dom Helder Câmara. Nos cartazes, o grupo pede o “fim do massacre das polícias”.

Dentre os mortos identificados, três estavam entre os denunciados pelo Ministério Público: Isaac Pinheiro de Oliveira, 22 anos; Richard Gabriel da Silva Ferreira, 23 anos; e Romulo Oliveira Lucio, 20 anos.

Em uma nota, divulgada pelos coletivos e ONGs do Jacarezinho, organizadores de uma segunda manifestação destacam que os moradores da comunidade foram acordados sob intenso tiroteio, que resultou no assassinato de mais de 24 civis e um militar, em uma incursão policial que durou mais de 9 horas.

Um ato público foi convocado para as 17h desta sexta-feira, em frente à quadra da G.R.E.S Unidos do Jacarezinho. A nota é assinada pela associação de moradores do Jacarezinho, Cafuné na Laje, G.R.E.S Unidos do Jacarezinho, Instituto de Defesa da População Negra (IDPN), Jcré Facilitador, Jacaré Basquete, LabJaca, NICA (Núcleo Independente e Comunitário de Aprendizagem) e a ONG Viva Jacarezinho.

Durante a coletiva realizada na cidade da polícia, após a operação, o delegado Felipe Curi alegou que todos os mortos seriam criminosos, mas não divulgou a identificação deles.

“Os 24 mortos eram 24 criminosos mortos, diga-se de passagem, porque não tem nenhum suspeito aqui. A gente tem criminoso, bandido, traficante e homicida porque tentaram matar os policiais na ação” disse.As operações nas comunidades estavam proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde junho de 2020 em razão da pandemia do coronavírus. De acordo com a decisão, ações nas favelas só poderiam ser realizadas em ocasiões excepcionais e após aviso ao Ministério Público. O Plenário Virtual do Supremo vai discutir, entre os dias 21 e 28 que pontos garantem esta excepcionalidade.