Dom Orani Tempesta rezará missa pelos 28 traficantes mortos em operação com a policia no Jacarezinho

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RIO — O arcebispo do Rio, cardeal dom Orani Tempesta, celebra nesta quarta-feira, às 19h, uma missa pela paz. A cerimônia será na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, na Rua Darcy Vargas 12, no Largo do Cruzeiro, no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. Um cartaz que anuncia a missa pede que as pessoas que comparecerem usem roupas brancas.

A celebração acontece seis dias depois da mais letal ação da Polícia Civil do Rio deixar 28 pessoas mortas no Jacarezinho, entre elas o inspetor André Leonardo de Mello Frias, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). Entidades de direitos humanos classificam a operação como massacre ou chacina.

Rastro de sangue na sala de uma das casas do Jacarezinho onde foi registrado um homicídio Foto: Rio de Paz / Divulgação
Rastro de sangue na sala de uma das casas do Jacarezinho onde foi registrado um homicídio Foto: Rio de Paz / Divulgação
Quarto de uma das casas onde homicídios foram registrados no Jacarezinho, em 6 de maio Foto: Rio de Paz / Divulgação
Quarto de uma das casas onde homicídios foram registrados no Jacarezinho, em 6 de maio Foto: Rio de Paz / Divulgação
Marcas de tiro são vistas em paredes e muros de casas no Jacarezinho Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Marcas de tiro são vistas em paredes e muros de casas no Jacarezinho Foto: Domingos Peixoto
Marcas da violência ficaram pelas ruas da Favela do Jacarezinho, com sangue no chão e roupas e utensílios espalhados Foto: Rio de Paz / Divulgação
Marcas da violência ficaram pelas ruas da Favela do Jacarezinho, com sangue no chão e roupas e utensílios espalhados Foto: Rio de Paz / Divulgação

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Chão coberto por sangue de morto no massacre do Jacarezinho: operação policial deixou mortos e feridos Foto: Mauro Pimentel / AFP
Chão coberto por sangue de morto no massacre do Jacarezinho: operação policial deixou mortos e feridos Foto: Mauro Pimentel / AFP
Moradores do Jacarezinho protestaram após mortes em operação da Polícia Civil, no dia 6, a mais letal do Rio, que deixou 28 mortos Foto: Rio de Paz / Divulgação
Moradores do Jacarezinho protestaram após mortes em operação da Polícia Civil, no dia 6, a mais letal do Rio, que deixou 28 mortos Foto: Rio de Paz / Divulgação
Moradores do Jacarezinho tomaram as ruas da comunidade para protestar pelas mortes ocorridas durante operação da Polícia Civil Foto: Rio de Paz / Divulgação
Moradores do Jacarezinho tomaram as ruas da comunidade para protestar pelas mortes ocorridas durante operação da Polícia Civil Foto: Rio de Paz / Divulgação
Manifestação pela morte de moradores do Jacarezinho foi realizada ao longo de tudo o dia após o massacre, que deixou 28 mortos Foto: Rio de Paz / Divulgação
Manifestação pela morte de moradores do Jacarezinho foi realizada ao longo de tudo o dia após o massacre, que deixou 28 mortos Foto: Rio de Paz / Divulgação

Nesta quinta-feira — Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo —, uma manifestação será realizada às 17h na Candelária, promovida por integrantes do Movimento Negro. Segundo os organizadores, o ato “13 de maio de luta” reinvindica o fim do genocídio da população negra e o controle social da atuação das polícias.

No dia da operação no Jacarezinho, movimentos populares que atuam na região também promoveram ações em repúdio às mortes.

Secretário de Polícia promete ‘transparência absoluta’ em investigaçao

Em entrevista nesta terça-feira ao telejornal “RJTV”, da TV Globo, sobre a operação no Jacarezinho, o secretário de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, afirmou que é necessário aguardar as investigações antes de se tomar “conclusões precipitadas” e prometeu “transparência absoluta”, com apoio do Ministério Público do Rio, na apuração.

Turnowski defendeu a ação policial, por entender que o confronto partiu de traficantes e que se tratava de uma situação excepcional, como determina a decisão do STF para permissão de operações em comunidades atualmente. Além disso, explicou ser a favor de uma política de ocupação de territórios, como era no período de UPP, mas que a decisão depende do governador.